
Olá, caríssima Amiga,
Com tão modesta cantiga,
Eu lhe quero agradecer
As seis sextilhas tão belas
A recordarem-me estrelas
Que no Céu… Deus fez tecer!
Ao Amigo Jorge Vicente,
Que sem conhecer a gente
Dedica-nos atenção
Para darmos azo ao Estro,
Ate me lembra um Maestro
Com a batuta na mão.
Também merece elogios
Pelos nossos desafios.
No seu Fri-Luso legal…
Deus lhe dê muita saúde
E a nós alguma virtude
Pra alindarmos o jornal!
Quanto à bibliografia,
Isso virá qualquer dia
Meus dotes não são de espanto.
A Musa, às vezes, também,
Não responde e nem lá tem
Algo que alegre o meu canto.
A Rosa, sim, tem que conte,
Jorra como água da fonte,
Fresquinha lá da Serreta…
E como ando triste, aqui,
Achei graça ver ali
Uma linda violeta!..
Para si vou-lhe mandar
Se Jorge Vicente deixar
Duas rosas, em botão.
Bem merece a Poetisa
Que o nome tem por divisa
E um tão nobre coração.
C.B.S.
O meu Computador esteve doente 7 dias. Apesar de algumas boas vontades, quem me valeu foi o Filipe Coimbra, da Jorinfe. Afinal, eu tinha a terapia em casa , um CD de recuperação, mas quem não sabe, é como quem não vé. Tive uma alegria enorme e o Filipe também foi contente com o meu livro "Rosários de Amor". Muitas felicidades, Filipe, pela vida fora. C.B.S.

À minha boa Amiga Açoriana, Rosa Maria, “minha técnica informática” que não conhece a chanfana da Beira. Escrevi isto no jornal “O Varzeense" há já algum tempo, mas ainda está actual.
Miranda do Corvo e Vila Nova de Poiares cada qual reclama para si a exclusividade do prato tradicional da Chanfana, como sendo uma iguaria muito apreciada nas suas terras e servida nos seus restaurantes.
Miranda do Corvo alega que a Chanfana é característica das gentes da serra, como a velha olaria em Carapinhal, onde se cozinhava em caçoilas de barro preto.
E que, segundo uma antiga lenda, as freiras de Semide a confeccionavam algo venenosa para aniquilação do temeroso exército francês…estando em fase de aprovação uma Confraria do citado pitéu…
Vila Nova de Poiares não tem lenda, mas já tem uma Confraria formada, diz que foi sempre no Olho Marinho que se fabricavam nas caçoilas de barro preto; por isso, chama a si a exclusividade deste prato típico para atracção dos forasteiros e turistas que a visitam.
Penso que a Chanfana é um velho prato muito característico das Beiras e muito usado nas bodas de casamento. Em minha casa existem ainda caçoilas antigas de barro preto que as minhas avós e a minha mãe usavam nos dias diferençados, assada no forno com vinho tinto e com um sabor excepcional.
Mesmo sem Confraria… não podem também usurpar – nos a patente como sendo um prato típico e tradicional que os Goienses, desde tempos remotos, preparam com esmero. O segredo está na maneira de a cozinhar, porque caçoilas de barro preto há muitas… tal como dizia o saudoso Vasco Santana: “chapéus há muitos!”
Há tempos foi-me servida no Algarve chanfana, mal amanhada, por cabrito… mas não me comeram por lorpa…só faltou dizer – Vão primeiro a Góis aprender a cozinhar cabrito, e, depois, sirvam-nos aos seus clientes.
E sobre lendas, também já ouvi esta: Conta-se que um dos Generais das Invasões Francesas gostou tanto da Chanfana de Góis, que, embebedando-se demais, logo mandou seguir o Regimento para outra terra, sem fazerem mais desacatos por aqui… e parece que não foram poucos.
Para chamar a atenção de quem visita as lindas paisagens de Góis, temos ainda além da chanfana, o verdadeiro cozido à portuguesa e o bom cabrito assado no forno com um sabor muito especial e delicioso. Restaurantes não faltam em Góis para servir com prontidão o sabor e arte da boa cozinha.
CONFRARIAS DE PETISCOS
Ouvimos todos os dias
Falarem nas Confrarias
De petiscos, não de migas…
Confrarias, caçarolas
Que dantes eram esmolas,
Confortam hoje as barrigas
As vestes são de espavento
Lembram, frades do Convento,
Tão vestidos a rigor.
Eu não sei, mas, com certeza
Há procissão para à mesa
E vai o Senhor Prior.
Vila Nova de Poiares,
Com aqueles seus bons ares,
Proclama que é rainha
Da Chanfana cá da Beira.
E Góis Princesa do Ceira,
Das trutas ou da sardinha?...
A Pampilhosa da Serra,
Sem fazer nenhuma guerra,
Chamou a si o maranho;
Iguaria de carneiro,
Ou galo do “capoeiro”
Sendo de arroz o amanho
Arganil o seu produto,
De que já tem estatuto,
Eu vos direi: é de luxo!
Pois nessa vila beiroa,
P’ra ser comido com broa
A Confraria é do bucho.
E Góis fica-se a olhar,
De boca aberta a pensar:
Sem uma ideia na mesa?
Oh gente, há tanta iguaria,
Façam já a Confraria
Do cozido à Portuguesa!
C.B.S.
Chanfana da Beira parente da Açoriana
Pelo que agora li
Eu logo, então, percebi
Que é muito boa a chanfana.
A nossa Alcatra também,
Para nós é o que tem:
A virtude Açoriana.
Em nobres ocasiões,
Atraem as multidões
Para tão grato manjar;
E no alguidar castanho
De barro em bom tamanho,
Dá melhor gosto ao assar.
Góis, junto à ilha Terceira
Com paladares de primeira,
Neste prato favorito.
À volta destes manjares
Confrarias salutares
Em traje muito bonito!
Está munido de Diploma
Cada alcatra que se coma
Tem a marca idolatrada.
Património cultural
Cerimónia oficial
Já foi, então, empossada.
Dizem que veio das Beiras.
Cá na ilha é das primeiras
Fabulosas refeições.
Na ilha só se rejeita,
Quando ela não é bem feita
Com as devidas proporções.
Descobri que a chanfana
É "prima" da Açoriana:
Alcatra bem temperada.
É pelo Espírito Santo
Que vem à mesa de encanto,
Depois da Sopa afamada.
Rosa Silva ("Azoriana")
Angra do Heroísmo
Parabéns Amiga Rosa
Por essa alcatra famosa
Da bela Ilha Terceira.
Então a boa chanfana
É prima da Açoriana
E uma honra para a Beira?!
Bem haja pelo seu comentário lírico que achei muito interessante. Parabéns!
Um abraço da Clarisse.
À minha boa Amiga Rosa Maria Silva, Distinta Poetisa e
Artista de informática, com grata estima e viva admiração.
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Criei um blog, “Prosa e Poesia”,
Modesto, mas de muita força humana…
Vestido com a “roupa da semana”…
Sem arte, sem enfeites como eu queria!
Pedi algo a Sicrano e a Sicrana…
Davam-me dicas… mas pouco valia,
Até que numa hora e belo dia
Surgiu-me um Anjo em terra Açoriana!
Poeta como eu, “roubei-lhe” rosas
Que tinha no seu Blog, tão Formosas!
E daí fui atraída p’la “Rosinha”.Descobri o seu e-mail, isso valeu,
Que após me conhecer, honra me deu:
E hoje. do seu blogo. sou madrinha!...
Clarisse Barata Sanches - Góis - Portugal
Vespertino
- Para a Madrinha -
Os “Cânticos da Beira”,
Chegaram à Ilha Terceira,
Bordados de poesia.
Abracei versos de Góis;
Agradeço logo depois
No vespertino do dia.
Eles vão amanhecer
E deixar transparecer
Seu retrato de bondade.
De Clarisse é só talento,
Mulher digna cem por cento,
Um doce de humildade.
Faça agora a minha prece,
Desta que não mais esquece
O presente enternecido:
Rogo a Nossa Senhora,
Que lhe dê, a toda a hora,
O tributo merecido.
É em vida que se faz,
Bonito “Grito de Paz”,
Que no seu livro eu li.
Cante-se, por toda a parte,
Seu Hino, a divina arte
No sorriso que vem de si.
2008/04/08

MOTES DE ALEIXO
E
GLOSAS DE CLARISSE

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o selo no seu blog)
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