Quarta-feira, 30 de Julho de 2008

ROSAS PARA A ROSA AZORIANA

CASTYPZS.jpg

Olá, caríssima Amiga,
Com tão modesta cantiga,
Eu lhe quero agradecer
As seis sextilhas tão belas
A recordarem-me estrelas
Que no Céu… Deus fez tecer!

                   Ao Amigo Jorge Vicente,
                Que sem conhecer a gente
                Dedica-nos atenção
                Para darmos azo ao Estro,
                Ate me lembra um Maestro
                Com a batuta na mão.

Também merece elogios
Pelos nossos desafios.
No seu Fri-Luso legal…
Deus lhe dê muita saúde
E a nós alguma virtude
Pra alindarmos o jornal!

                  Quanto à bibliografia,
               Isso virá qualquer dia
               Meus dotes não são de espanto.
               A Musa, às vezes, também,
               Não responde e nem lá tem
               Algo que alegre o meu canto.

A Rosa, sim, tem que conte,
Jorra como água da fonte,
Fresquinha lá da Serreta…
E como ando triste, aqui,
Achei graça ver ali
Uma linda violeta!..

                Para si vou-lhe mandar
             Se Jorge Vicente deixar
             Duas rosas, em botão.
             Bem merece a Poetisa
             Que o nome tem por divisa
             E um tão nobre coração.

 

C.B.S.

O meu Computador esteve doente 7 dias. Apesar de algumas boas vontades, quem  me valeu foi o Filipe Coimbra, da Jorinfe. Afinal, eu tinha a terapia  em casa , um CD de recuperação, mas quem não sabe, é como quem não vé. Tive uma alegria enorme e o Filipe também foi contente com o meu livro "Rosários de Amor". Muitas felicidades, Filipe, pela vida fora. C.B.S.

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Sábado, 7 de Junho de 2008

A CHANFANA DA BEIRA

Góis - Portugal

À minha boa Amiga Açoriana, Rosa Maria, “minha técnica informática” que não conhece a chanfana da Beira. Escrevi isto no jornal “O Varzeense" há já algum tempo, mas ainda está actual.

 

Miranda do Corvo e Vila Nova de Poiares cada qual reclama para si a exclusividade do prato tradicional da Chanfana, como sendo uma iguaria muito apreciada nas suas terras e servida nos seus restaurantes.

Miranda do Corvo alega que a Chanfana é característica das gentes da serra, como a velha olaria em Carapinhal, onde se cozinhava em caçoilas de barro preto.

E que, segundo uma antiga lenda, as freiras de Semide a confeccionavam algo venenosa para aniquilação do temeroso exército francês…estando em fase de aprovação uma Confraria do citado pitéu…

Vila Nova de Poiares não tem lenda, mas já tem uma Confraria formada, diz que foi sempre no Olho Marinho que se fabricavam nas caçoilas de barro preto; por isso, chama a si a exclusividade deste prato típico para atracção dos forasteiros e turistas que a visitam.

Penso que a Chanfana é um velho prato muito característico das Beiras e muito usado nas bodas de casamento. Em minha casa existem ainda caçoilas antigas de barro preto que as minhas avós e a minha mãe usavam nos dias diferençados, assada no forno com vinho tinto e com um sabor excepcional.

Mesmo sem Confraria… não podem também usurpar – nos a patente como sendo um prato típico e tradicional que os Goienses, desde tempos remotos, preparam com esmero. O segredo está na maneira de a cozinhar, porque caçoilas de barro preto há muitas… tal como dizia o saudoso Vasco Santana: “chapéus há muitos!”

Há tempos foi-me servida no Algarve chanfana, mal amanhada, por cabrito… mas não me comeram por lorpa…só faltou dizer – Vão primeiro a Góis aprender a cozinhar cabrito, e, depois, sirvam-nos aos seus clientes.

E sobre lendas, também já ouvi esta: Conta-se que um dos Generais das Invasões Francesas gostou tanto da Chanfana de Góis, que, embebedando-se demais, logo mandou seguir o Regimento para outra terra, sem fazerem mais desacatos por aqui… e parece que não foram poucos.

Para chamar a atenção de quem visita as lindas paisagens de Góis, temos ainda além da chanfana, o verdadeiro cozido à portuguesa e o bom cabrito assado no forno com um sabor muito especial e delicioso. Restaurantes não faltam em Góis para  servir com prontidão o sabor e arte da boa cozinha.

 

CONFRARIAS DE PETISCOS 

Ouvimos todos os dias

Falarem nas Confrarias

De petiscos, não de migas…

Confrarias, caçarolas

Que dantes eram esmolas,

Confortam hoje as barrigas

 

                                           As vestes são de espavento

                                           Lembram, frades do Convento,

                                           Tão vestidos a rigor.

                                           Eu não sei, mas, com certeza

                                           Há procissão para à mesa

                                           E vai o Senhor Prior.

 

Vila Nova de Poiares,

Com aqueles seus bons ares,

Proclama que é rainha

Da Chanfana cá da Beira.

E Góis Princesa do Ceira,

Das trutas ou da sardinha?...

 

                                          A Pampilhosa da Serra,

                                          Sem fazer nenhuma guerra,

                                          Chamou a si o maranho;

                                          Iguaria de carneiro,

                                          Ou galo do “capoeiro”

                                 Sendo de arroz o amanho

 

 

Arganil o seu produto,

De que já tem estatuto,

Eu vos direi:  é de luxo!

Pois nessa vila beiroa,

P’ra ser comido com broa

A Confraria é do bucho.

 

                                         E Góis fica-se a olhar,

                                         De boca aberta a pensar:

                                         Sem uma ideia na mesa?

                                         Oh gente, há tanta iguaria,

                                         Façam já a Confraria

                                         Do cozido à Portuguesa!

C.B.S.

 

Chanfana da Beira parente da Açoriana


Pelo que agora li
Eu logo, então, percebi
Que é muito boa a chanfana.
A
nossa Alcatra também,
Para nós é o que tem:
A virtude Açoriana.

Em nobres ocasiões,
Atraem as multidões
Para tão grato manjar;
E no alguidar castanho
De barro em bom tamanho,
Dá melhor gosto ao assar.

Góis, junto à ilha Terceira
Com paladares de primeira,
Neste prato favorito.
À volta destes manjares
Confrarias salutares
Em traje muito bonito!

Está munido de Diploma
Cada alcatra que se coma
Tem a marca idolatrada.
Património cultural
Cerimónia oficial
Já foi, então, empossada.

Dizem que veio das Beiras.
Cá na ilha é das primeiras
Fabulosas refeições.
Na ilha só se rejeita,
Quando ela não é bem feita
Com as devidas proporções.

Descobri que a chanfana
É "prima" da Açoriana:
Alcatra bem temperada.
É pelo Espírito Santo
Que vem à mesa de encanto,
Depois da Sopa afamada.

Rosa Silva ("Azoriana")
Angra do Heroísmo

 

Parabéns Amiga Rosa

Por essa alcatra famosa

Da bela Ilha Terceira.

Então a boa chanfana

É prima da Açoriana

E uma honra para a Beira?!

 

Bem haja pelo seu comentário lírico que achei muito interessante. Parabéns!

Um abraço da Clarisse.

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publicado por canticosdabeira às 08:41
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Segunda-feira, 14 de Abril de 2008

"CÂNTICOS DA BEIRA" E AZORIANA

À minha boa Amiga Rosa Maria Silva, Distinta Poetisa e
Artista de informática, com grata estima e viva admiração.

 

Azoriana madrinha

Criei um blog, “Prosa e Poesia”,
Modesto, mas de muita força humana…
Vestido com a “roupa da semana”…
Sem arte, sem enfeites como eu queria!

Pedi algo a Sicrano e a Sicrana…
Davam-me dicas… mas pouco valia,
Até que numa hora e belo dia
Surgiu-me um Anjo em terra Açoriana!

Poeta como eu, “roubei-lhe” rosas
Que tinha no seu Blog, tão Formosas!
E daí fui atraída p’la “Rosinha”.
                                                                                                                                      

Descobri o seu e-mail, isso valeu,
Que após me conhecer, honra me deu:
E hoje. do seu blogo. sou madrinha!...

Clarisse Barata Sanches - Góis - Portugal

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Terça-feira, 8 de Abril de 2008

AGRADECIMENTO DA ROSA SILVA

Vespertino
- Para a Madrinha -


Os “Cânticos da Beira”,
Chegaram à Ilha Terceira,
Bordados de poesia.
Abracei versos de Góis;
Agradeço logo depois
No vespertino do dia.

Eles vão amanhecer
E deixar transparecer
Seu retrato de bondade.
De Clarisse é só talento,
Mulher digna cem por cento,
Um doce de humildade.

Faça agora a minha prece,
Desta que não mais esquece
O presente enternecido:
Rogo a Nossa Senhora,
Que lhe dê, a toda a hora,
O tributo merecido.

É em vida que se faz,
Bonito “Grito de Paz”,
Que no seu livro eu li.
Cante-se, por toda a parte,
Seu Hino, a divina arte
No sorriso que vem de si.

2008/04/08

Rosa Silva (“Azoriana”)
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Clarisse Barata Sanches
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Primeiro livro
Cantei ao Céu e à Terra
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(Poesias)

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Gracita Flor da Saudade
1985
(Poesias e Memórias)

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1997
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1999
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Góis e Seus Poetas
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Rosários de Amor
2008
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Motes de Aleixo e Glosas de Clarisse

Prosa e Poesia (Pesquisa)

 

De Clarisse Barata Sanches

Rosários de Amor

Dedicatória:
Aos “Rosários de Amor”


Boa amiga Clarisse,
Converti-me aos seus Amores.
São lindos os versos-flores!
Chorei... Queria eu que visse...

Não sei que “frio” me toma,
Ao ler tamanha beleza...
Não é frio, com certeza,
É o amor que me assoma.

Beijadas por andorinhas,
Se fazem as suas linhas,
Com glória, honra em flor.

Solta-se o “Grito de Paz”,
E ninguém mais o desfaz
Nos ”Rosários de Amor”.

Rosa Silva (“Azoriana”)
Angra do Heroísmo
2008/04/07

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