Domingo, 3 de Julho de 2011

EXPOSIÇÃO MEMÓRIA ENCERRA COM CHAVE DE OURO

 

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                 UMA AGRADÁVEL SURPRESA !

 

 

                      J.C.NunesJPG

 

        PROF. DOUTOR JOÃO CASTRO NUNES

 

29 de Junho de 2011, cerca de meio dia, eu estava à porta da Casa do Artista em Góis, aguardando distintas visitas, e logo vi chegar ao longe um Senhor e uma menina alta e muito bonita. Breve reconheci o meu Exmº Amigo Senhor Prof. Doutor João Castro Nunes, com a sua neta, linda como um Anjo, a atravessarem o Pombal.

 

Duas nobres visitas que vinham ver e apreciar a minha Exposição Memória. Recebi – os com muita honra e alegria, apesar de não andar bem de saúde. Vista a Exposição, sentamo-nos um bocadinho a trocar-mos ideias de vários factos da vida, entre as quais lamentámos que não haja agora uma Ministra da Cultura.

 

Sobre a Exposição eu disse que a poesia, aqui, por estas terras da Beira não é muito apreciada e que a inauguração não havia sido muito concorrida, até, porque havia nesse dia na vila uma festinha muito mais interessante…

 

Disse-me, então, que iam para a Aigra Nova, uma povoação da freguesia de Góis, agora muito célebre pelas suas casas de xisto. Contei-lhe que também já havia sido convidada para visitar a aldeia, mas ainda não havia sido possível. Então fiz oferta à menina Sofia de um quadro emoldurado que não está na Exposição e tem o título Carta de Amor, por acaso muito bonito, perdoem-me o auto elogio.

 

Despedimo-nos no Pombal, já com algumas saudades. Eu tinha de vir para casa e eles para a Aigra Nova. Pode ser que qualquer dia nos encontremos na Aigra. Quem sabe?!

 

Esta agradável visita inspirou-me um soneto que vou deixar aqui, como recordação de tão agradável e inesquecível encontro.

 

                                   FELIZ PRESENÇA

                  

      Fechou com chave de ouro a Exposição

      Pela feliz presença de um Poeta

      de grande gabarito e inspiração,

      nos sonetos de forma tão selecta!

 

     À porta eu o saudei e sua neta

     que começou a ver com atenção.

     Castro Nunes ia olhando, em linha recta,

     seus motes que os glosou meu coração!

 

     Depois, os parabéns e diz-me ali:

     - uma obra original que tem aqui

     digna de preservar como memória.

 

     Foi lindo! Mas perdi algum alento

     Por não gravar em foto este momento

     para o rever depois e como glória!

 

    Clarisse Barata Sanches

 

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 30 de Junho de 2011: Último dia da exposição. Estava ali declamando o soneto LIVRO DO NOSSO AMOR, a uma senhora, quando fui surprendida pelo Senhor Padre Dr. António Dinis, de Coja, que vinha acompanhado de vários colegas. Todos admiraram a exposiçãp e expressaram felicitações. Alguns deles, muito simpáticos, já me conheciam de nome.

Também o Senhor Padre Carlos, pároco de Góis me apresentou a dois colegas. Visitas rápidas, mas muito gratificantes. Eu ia ali para escolher alguns quadros que vou oferecer para Vila Nova do Ceira, terra da minha naturalidade. Os restantes, que são ainda 200, ficarão para o futuro Museu de Góis, com outros objectos, como livros, diplomas, trofeus, coletâneas etc, se assim o desejarem.

A menina de serviço tirou-me uma foto para recordação. Não ficou lá muito boa, mas serve para memória, que vou aqui deixar:                                

 

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       MENSAGEM LINDA, VINDA DOS AÇORES

 

                  

 

   À boa Amiga Clarisse Sanches, poetisa!

 

   Quem pudesse voar, chegar a Góis

   Para mimar a Exposição Memória,

   Mas se longe estou dos seus lindos sóis,

   Mais perto estou do mar da viva história.

 

   Sublime exposição que ora constróis

   Com traje de rica lira e vitória

   No incentivo que virá depois,

   Expoente do Museu que traz glória.

 

   Clarisse Sanches, cara poetisa,

   De Portugal alcança o mundo inteiro!

   Demonstra, assim, sua plena divisa.

 

   Heróica criadora portuguesa,

   Da arte em fino verso pioneiro,

   Com o ideal da força e Natureza!  

 

   Rosa Silva (“Azoriana” )                   

 

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  OS MEU RECONHECIMENTO A TODOS

 

 

Mas que linda chave de ouro

Nestes dias recebi;

Para mim foi um tesouro

Que no meu peito senti!

 

De Coimbra veio o louro,

A "Igreja" não perdi...

Dos Açores ancoradouro

Num soneto que bem li.

 

                      Bem haja a quem aqui veio,

                      Quem escreveu de permeio

                      E gostou da Exposição.

 

                      Rádio Clube de Arganil

                      Agradecimentos mil

                      Por tão bela descrição!

 

Clarisse Barata Sanches                                      


publicado por canticosdabeira às 11:53
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1 comentário:
De Azoriana a 3 de Julho de 2011 às 22:51
Fico também muito feliz pela sua alegria. Parabéns e esta fica na história de Góis e na sua memória. A Clarisse merece bem como a sua linda terra. Beijos e abraços


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Aos “Rosários de Amor”


Boa amiga Clarisse,
Converti-me aos seus Amores.
São lindos os versos-flores!
Chorei... Queria eu que visse...

Não sei que “frio” me toma,
Ao ler tamanha beleza...
Não é frio, concerteza,
É o amor que me assoma.

Beijadas por andorinhas,
Se fazem as suas linhas,
Com glória, honra em flor.

Solta-se o “Grito de Paz”,
E ninguém mais o desfaz
Nos ”Rosários de Amor”.

Rosa Silva (“Azoriana”)
Angra do Heroísmo
2008/04/07

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