Quarta-feira, 13 de Abril de 2011

COMO VAI O MUNDO...

 

  Como vai o Mundo

 

                         

             (Fernando Reis Costa)

 

       Que mundo é este em que vivemos?

      O que está reservado aos vindouros?

      Serei eu o louco, o anormal,

      Quando ligo a televisão ou pego num jornal?

 

      Que vemos nós por esse mundo fora?

      Mais um brutal acidente de avião

      (Por negligência, talvez? Ou talvez não?)

      Mais uma tempestade, um furacão,

      Fenómenos da Natureza? - Com certeza!

      - E a poluição?!...

 

     Recuso hoje em dia ler jornais

    Ou ver noticiários na TV!...

 

    Corrupção e mais corrupção!

    O rico cada vez mais rico,

    O pobre cada vez mais pobre.

    Mulheres pelo marido maltratadas;

    Crianças com fome, abandonadas,

    Pessoas sendo ainda escravizadas!...

 

     Começa o telejornal: logo se vê…

    Mais um caso de pedofilia,

    Mais um assalto a uma gasolineira, a uma ourivesaria;

    Mais uma criança raptada

    Mais uma mulher que foi espancada…

 

    Não! Não interessa nada… a polícia vai investigar!

    Mas… pouco depois, o processo é arquivado;

    E os bandidos, à solta, vão continuar.

    E o legislador e o político, descansados…

    Não! Não ficam sequer incomodados!

 

    Estou farto! …Farto …

    de tais notícias na TV ou no jornal!

 

    E o homem não sente. Não quer. Não é capaz

    De mudar o rumo, de voltar atrás…

    E retomar os valores da ética, da fé e da moral!

 

   Mundo onde aumenta o crime, a droga,

   A prostituição… por necessidade, como ganha-pão

   Que o homem sem escrúpulos explora!

   Ó mundo imundo em que prolifera a vilania

   E os valores se perdem dia-a-dia, a toda a hora!

 

   O que fazer então?

   Recomeçar! – E porque não?

   Mais cidadania, melhor educação,

   E, sobretudo, menos ambição…

   A começar em cada um de nós:

   Na família, na escola, na fé, na entreajuda!

 

   Ó mundo imundo…

   Que Deus te acuda!

 

 

   Publicado no site

   www.ventosquepassam.com.br

 

   Coimbra, 24.8.2007

 

   Nota:

Como achei este poema muito interessante,  e oportuno de autoria do prezado Amigo e distinto poeta e declamador  Fernando Reis Costa, não resisti â tentação de o transcrever, aqui, no meu blogue, apresentando-lhe o meu bem haja com  os  meus mais sinceros parabéns. Pena é, não se ouvir, aqui, a sua voz, porque vinha  muito bem declamado.

  C.B.S.


publicado por canticosdabeira às 23:01
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1 comentário:
De Fernando Reis Costa a 14 de Abril de 2011 às 09:25
Estimada Amiga e Poetisa D. Clarisse,
Sinto-me muito privilegiado com a sua amabilidade em editar neste seu maravilhoso Blog o meu poema.
É uma honra para mim, ver aqui os meus versos, que não são mais que um "grito", um clamor, para que futuro dos nossos filhos e netos seja bem melhor do que os tempos que vamos vivendo.
Um grande abraço.
Fernando


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Dedicatória:
Aos “Rosários de Amor”


Boa amiga Clarisse,
Converti-me aos seus Amores.
São lindos os versos-flores!
Chorei... Queria eu que visse...

Não sei que “frio” me toma,
Ao ler tamanha beleza...
Não é frio, concerteza,
É o amor que me assoma.

Beijadas por andorinhas,
Se fazem as suas linhas,
Com glória, honra em flor.

Solta-se o “Grito de Paz”,
E ninguém mais o desfaz
Nos ”Rosários de Amor”.

Rosa Silva (“Azoriana”)
Angra do Heroísmo
2008/04/07

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