Terça-feira, 15 de Abril de 2014

QUARENTA ANOS DE DEMOCRACIA

                           

 

 

                VINTE E CINCO DE ABRIL

                                                            

 -                                             

 Qu´riam vir os militares

 Na Assembleia falar,

                                     Mas porque não há bons ares,

                                     Não podem desabafar…

 

Se quiserem podem vir.

A porta não está fechada,

                                      Mas venham só para ouvir,

                                      A norma, é chucha calada…

 

 ::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::

 Quarenta anos, já, de Democracia,

Foi um dia importante, sim senhor,

Em que brilhou coragem, alegria

E se cantava à Pátria com Amor.

 

Vinte e cinco de Abril um belo dia

Pra se dar à Nação mais um fulgor.

Mas começou a vir desarmonia,

Já com tão poucas honras e louvor!

 

Chegou a Liberdade, a insegurança

E já não sorri, muito, a esperança;

Cravos lindos nas armas, e, entretanto,

 

Hoje meu Portugal, apenas. tem

Ricos demais e pobres sem sem vintém…

Vila Morena, assim, eu já não canto!

 

Clarisse B. Sanches – Góis - Portugal


publicado por canticosdabeira às 14:02
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Dedicatória:
Aos “Rosários de Amor”


Boa amiga Clarisse,
Converti-me aos seus Amores.
São lindos os versos-flores!
Chorei... Queria eu que visse...

Não sei que “frio” me toma,
Ao ler tamanha beleza...
Não é frio, concerteza,
É o amor que me assoma.

Beijadas por andorinhas,
Se fazem as suas linhas,
Com glória, honra em flor.

Solta-se o “Grito de Paz”,
E ninguém mais o desfaz
Nos ”Rosários de Amor”.

Rosa Silva (“Azoriana”)
Angra do Heroísmo
2008/04/07

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