Quarta-feira, 19 de Maio de 2010

A SOLUÇÃO PARA O DÉFICE

 

 

 

OPINIÃO

 

 

 

 

 

 

 

Por  J. Rodrigues: publicado no Jornal “O Varzeense” de 15 de Maio de 2010

 

Este maldito défice persegue-nos todos os dias. Mal deixamos de apertar o cinto para o controlar, lá está ele de novo à espreita para nos atacar. E assim temos vivido ultimamente neste círculo vicioso: não há economia porque temos de controlar o défice e não controlamos o défice porque não temos economia. Parece maldição.

Na minha modesta opinião, e porque estamos numa situação de emergência, a solução passa por mais rigor e justiça social. Ou seja: o Estado em vez de andar a pescar peixe miúdo, devia era pescar peixe graúdo, os tubarões seguindo a imprensa diária, quatro bancos privados deram um milhão de lucro por dia) mesmo correndo o risco destes fugirem para outras águas. – Bastaria aprovar uma Lei que não permitisse prémios, salários e reformas superiores às do Presidente da República. (alguns gestores nem o salário mínimo merecem) Só os milhões que se poupavam, poderiam não resolver totalmente o défice, mas que era um bom contributo disso não tenho dúvidas.

Já o meu avô dizia: “para grandes males. Grandes remédios”.

Todavia, enquanto houver neste país, gestores (alguns do sector público) a receberem mais por dia do que um salário mínimo de um ano!...

Não saímos da “cepa torta”. Para além* de imoral, desmotiva quem trabalha e desgasta quem governa. Castigar os mais pequenos não é solução porque o problema não se resolve com “migalhas”.

Depois, parece patética a ganância de alguns ricos quererem ser ainda mais ricos! – Para quê?!... Por outro lado, há também grandes fortunas que deviam ser investigadas como foram conseguidas, se dentro da legalidade, caso contrário deviam em parte ser confiscadas (por uma boa causa) para o défice. Só assim seria possível sair deste círculo vicioso que nos atormenta e asfixia.

(“ O pão que sobra à riqueza, distribuído com razão, matava a fome à pobreza e ainda sobrava pão”) Todos sabemos que se algumas fortunas reduzissem para metade, os ricos continuariam na mesma ricos e a economia do país seria melhor e mais justa. Sabemos também que a economia não tem fronteiras e que os Estados têm  por princípio não atacar o capital, para este não fugir. Só que foge na mesma e sem pagar!...

É preciso parar para pensar, sob pena duma falência colectiva.

“A História ensina-nos que nada aprendemos dela” – Bernard Shaw.

  

Nota:

 

Parabéns amigo e conterrâneo José Rodrigues. Gostei muito da sua solução

para minorar o maldito défice que não para de subir.

 

Eu sei onde o dinheiro está... só que o peixe graúdo custa mais a pescar e a arraia míuda é mais fácil de entrar na rede... mas rende muito menos. Depois dizem que isto foi uma"explusão" que surgiu em poucos dias, sem contarem. Não foi isso não. Há bastantes meses que eu sabia que o "calote" estava subindo 48 milhões de Euros por dia.Aonde é que isto ia parar se a União Europeia não alerta e não manda recuar? Penso que o nosso país já não logra de muita confiança lá fora. Há quem diga que o limite ao crédito deveria ter sido há mais tempo limitado. Assim, obrigava o país a poupar mais. Olhavam para os altos Castelos, sem controlarem os Euros que tinham.

Temos de viver com aquilo que temos. Penso também que devia ter havido mais investigação nos dinheiros públicos.

 

 

Se estão a contar com a arraia miuda para debelar o défice, estão enganados, porque nós não podemos apertar mais o cinto que está no último furo...

 

Há dias rebebi um E-mail, referindo despesas enormes em diversas localidades do pais. Isto tirado do Tribunal de Contas. São muito mais, mas deixo só dois exemplos: aqui. Quem quiser saber mais, pode seguir o blogue em baixo.

 

Em Matozinhos HABIT.MR.

Reparação de porta de entrada do Edifício: custo: 142.320,00  Euros. De que será feita esta porta que custa mais do que uma casa?!

 

Câmara M. de Loures: Vinho tinto e branco: 652.300,00 Euros.

Porque é que a Câmara M. de Loures precisa de mais de meio milhão de Euros de vinho branco e tinto?

 

Sendo assim, não admira nada estarmos na falência. Que Deus faça o favor de intervir

na gerência do nosso querido Portugal, aonde muitos já passam privações  alarmantes. Continue escrevendo sr. José Rodrigues. Água mole em pedra dura, tanto dá, até que fura...

 

C.B.S. 


publicado por canticosdabeira às 12:37
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1 comentário:
De severino a 19 de Maio de 2010 às 20:51
Bem haja amiga, pelo aplauso ao seu conterrâneo, ao qual me associo!
Estas denuncias, têm de ser gritadas aos quatro ventos, que este poder local e central ,perderam a vergonha, publicam os seus roubos ,nenhum organismo lhe pede explicações.
Este País está a saque!

Cordiais saudações


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