Segunda-feira, 15 de Março de 2010

DESGRAÇA

 

 

                                                    

                         

                                                                                                           

     Toda a tristeza tem razão de ser,

     Sinal terrível que o destino traça,

     Em cada vida há sempre uma desgraça,

     E cada um de nós tem de sofrer.

 

             Virgínia Vitorino

 

                    GLOSA

“Toda a tristeza tem razão de ser,”

Poetisa de grandes predicados,

Nos deixou esta máxima, a saber

No seu bonito livro: - “Namorados”!

 

Desde quando se nasce, até à morte,

“Em cada vida há sempre uma desgraça,”

Nuns poderá, talvez, ser menos forte,

Mas sempre é nuvem negra que ameaça.

 

Amargo fel, servido em feia taça

Que temos de beber e desconforta!

“Sinal terrível que o destino traça,”

E a qualquer hora vem bater à porta.

 

Por vezes é o homem quem a cria

E faz, por suas mãos, o mau viver.

Cruz que se põe às costas, dia a dia,

“E cada um de nós tem de sofrer.”

 

C.B.S.

.............................................                 

 

                PALAVRAS

 

É o drama das que nunca foram ditas,

Das palavras pequenas e infinitas

Que morrem sufocadas na garganta!

 

             Virgínia Vitorino

 

                 GLOSA

Palavras há que sangram qual ferida

E são de fel amargo nas desditas,

Mas mais que tudo isso, nesta Vida,

“É o drama das que nunca foram ditas.”

 

Quais vozes bem difíceis de exprimir,

Elas estão no silêncio contraditas…

Mas que estranho e patético o sentir

“Das palavras pequenas e infinitas”

 

E quando um ente amado vai morrer,

Pra não ouvir a dor que nos quebranta,

Quantas palavras ficam por dizer,

“Que morrem sufocadas na garganta!”

 

C.B.S. (In Hinos da Tarde


publicado por canticosdabeira às 11:29
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Aos “Rosários de Amor”


Boa amiga Clarisse,
Converti-me aos seus Amores.
São lindos os versos-flores!
Chorei... Queria eu que visse...

Não sei que “frio” me toma,
Ao ler tamanha beleza...
Não é frio, concerteza,
É o amor que me assoma.

Beijadas por andorinhas,
Se fazem as suas linhas,
Com glória, honra em flor.

Solta-se o “Grito de Paz”,
E ninguém mais o desfaz
Nos ”Rosários de Amor”.

Rosa Silva (“Azoriana”)
Angra do Heroísmo
2008/04/07

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