Quinta-feira, 20 de Dezembro de 2007

CRIANÇAS DO MUNDO



Crianças do mundo, martírios em flor!

São luzes que brilham nas noites do dia...

São asas ao vento, de terna harmonia,

Que voam, dão "Sol"... e irradiam calor!...

 

Crianças são Anjos de Deus Criador.               

 

Que quer nos seus olhos perene alegria;

Em vez de "meninos de rua", anarquia,

Fazendo-as sofridas, sem dar-lhes amor.

 

 

Crianças doentes à beira da morte,

Vagueiam no mundo sem rumo e sem norte.

Fugindo da guerra, dos tiros desfeitos...

 

Há ainda desdouro em crianças tão puras,

Que levam de engano por ruas escuras...

Meu Deus, vos pedimos: salvai-lhe os direitos!

Prosa e Poesia (Índice):

publicado por canticosdabeira às 14:58
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POR QUE SE ESPERA?



Por  Humberto Pinho da Silva

Certo dia na Associação de Jornalistas e de Homens de Letras do Porto, assisti a brilhante palestra de António Lopes Ribeiro. Famoso cineasta, que manteve na TV o “Museu do Cinema”, programa que o povo não esqueceu e lembra com saudade.

 

Ora o conferencista, na habitual à vontade que lhe era peculiar, defendeu a tese que o cinema não é responsável pelo mal que corrói o mundo, mas pacífico espelho da sociedade.

Que me desculpe o célebre realizador de cinema, vir agora, discordar de seu parecer; para mim, foi e é o principal responsável pela mudança de comportamentos; e não está só, acompanha-o a imprensa, a TV e a tão desejada Internet.

Sacerdote brigantino, à saída da sala de cinema, confessou, após assistir a filme que narrava a vida de Cristo – “O actor que interpreta Jesus, evangeliza mais que um punhado de missionários!...

Tinha razão: actrizes, figuras públicas, desportistas, escritores, não olvidando os jornalistas, ao declararem que seu trabalho é o espelho da sociedade, enganaram-se ou enganam: a sociedade é que é o reflexo de seus pareceres.

É lugar comum asseverar: a violência domina o mundo; e o mundo, para nós, é a nossa cidade, as ruas onde nossas esposas e filhos caminham. Artérias onde corre sangue inocente.

Durante décadas os povos andaram a ser manipulados. A TV e o cinema injectaram a peçonha da desmoralização, divulgando comportamentos reprováveis e cenas indecorosas, inflamando desejos e viciando adolescentes.

A imprensa, a TV, conscientemente, plasmaram a índole dos leitores e ouvintes: mudaram-lhes valores, ao opinarem conceitos e condutas.

São, no entanto, as “novelas”, no nosso tempo, igualmente responsáveis, porque banalizam posturas ignominiosas, que à força de serem vistas, tornaram-se de chocantes, normais.

O que era ruim parece agora bom; o que era reprovável, tolera-se e até aprova-se. Nunca ouviram a expressão: “Anda no ar…”; é que pensamentos bons e maus, borboleteiam como ondas de rádio. Não se vêem nem se sentem, mas andam no ar, e as mentes captam e guardam.

Esse tem sido, em regra, o trabalho da média: vulgarizar o mal e a promiscuidade da sociedade. A liberdade sexual apresentada sem rebuço, nas “novelas”, sem reprovação, leva muitos a perguntarem-se: Por que não fazer o mesmo?

Assim se desagrega e corrompe-se a família, aguçam-se apetites… e alimenta-se a precisão de preservativos e a malfadada interrupção da gravidez.

Desse jeito endurecem-se os corações, perde-se o respeito, a honra, a dignidade, os valores, e esbatem-se as fronteiras do bem e do mal.

Surge, então, a violência, a corrupção… a impunidade. “Se todos fazem… Porque não eu?!” – interrogam-se.

Perguntai-me: Por que os meios de comunicação – mesmo os que mergulham em raízes cristãs, – agem assim?! Eu vos direi:

É a cobiça: a cobiça do dinheiro, da fama, do poder. Transmite-se o que o apetite quer, o que dá audiência, e não o que a sociedade precisa, e deste jeito a Nação queima-se em concupiscência. Não sabem os responsáveis da TV, que a “novela”, em muitos lares, é a primeira fonte de cultura e tema de conversa?

Desconhecem que é pela postura das personagens que os jovens pautam a conduta?! E que as figuras públicas são responsáveis pelo muito desconcerto que grassa pelo País?!...

Se sabem, por que não mudam?! Se ignoram, há ainda tempo de se emendarem, para não serem culpados do mal que está acontecendo aos nossos filhos, e pela degradação da Pátria.

Brinca-se com as labaredas do erotismo. Inflamam-se de torpezas os corações juvenis e das cinzas voam as faúlhas da violência, do crime e da morte.

Se houvesse chama de Amor, de fraternidade, a paz urbana regressaria. Voltariam as nossas crianças a brincar despreocupadamente; cairiam as grades das nossas janelas; e as expressões de medo apagar-se-iam.

A paz dos bons velhos tempos estampar-se-ia, de novo, nas faces dos idosos, e os olhos das crianças tornar-se-iam a rir.

A felicidade do povo depende da mass-média, das figuras públicas, dos políticos e de todos nós… Por que se espera? Que se tange a fogo depois da Nação se queimar de imundices?!...

 

Peço desculpa ao distinto escritor  Humberto Pinho da Silva de engrandecer o meu blogue com este seu texto que havia guardado para "o que desse e viesse..."  Não pedi autorização. Achei tão interessantíssimo que não resisti em colocá-lo aqui, com  os meus sinceros parabéns. É destes conselhos que o mundo está precisando:

Já agora, por falar em conselhos, apetece-se divulgar a quem ler este blogue que ganhei o primeiro lugar num Concurso internacional, numa simples quadra que vou também deixar aqui. O concurso foi efectuado no Brasil, mas abrangia diversas Nações, o tema era: "Conselho".

Então é assim:


Se quiser dar um conselho

Quenão seja flha ao vento, 

Tenha sempre o Evangelho                        

A brilhar no pensamento.

C.B.S.

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SENTENÇA DIVINA



No largo duma Igreja a Praça estava  cheia,

Furiosa a multidão insiste em condenar

Uma mulher "perdida em ânsias e pesar.

Eis que aparece Cristo perante a Assembleia!

 

                                   

Diz um escriba: - há pouco eu encontrei-a.

A lei manda atirar-lhe pedras, por pecar;

Que vamos nós fazer-lhe, a fim de a castigar,

Dizei-nos, com poder, Jesus da Galileia?!

 

 

O Mestre olha a mulher vestida de penúria...

E  chora a infeliz no meio da injúria,

Aguardando a sentença, a sua aflição medra!

 

Jesus olha em redor a turba que O rodeia.

Senta-se compassivo e escreve sobre a areia:

Quem for puro de vós, lance a primeira pedra!


                      C.B.S


 
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JESUS RESSURGIU





      J Jesus ressurgiu, sem já ter um espinho…

      E – E viu-se no Céu a Seu Pai abraçado!

      S – Subiu de asas brancas como um passarinho,

      U –Um Anjo ajudou e deu-lhe carinho;

      S – Subiram os dois, para um sítio adorado!

 

      R – Rei, quis ensinar-nos a Sua Doutrina

      E – E veio salvar-nos por ter-nos Amor!

      S – Sofrendo o martírio da Cruz peregrina,

      S – Sereno findou a missão de valor! 

      U Um Mestre querido, onde a Terra tremia…

      R – Reveses de escárnio e sem coração!

      G – Guardado o sepulcro, mas diz a Maria:

       I   I de à Galileia que lá me verão.

      UUnidos ministrem ao mundo a “Lição!..


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Terça-feira, 18 de Dezembro de 2007

A VÃ GLÓRIA

 

    

 

 

A VÃ Glória

 

A VÃ Glória

Como é precária a glória deste mundo!
Quantos nomes oputrora idolatrados,
Jazem hoje no põ do esquecimento!
                    
  Francisco dos Santos
(Do seu livro: "ECOS DO MEU ENLEVO"

 

 

 

 

                              Glosa

 

Todos pensam gozar felicidade!

Todos anseiam fama mas, no fundo,

Há pouco quem recorde esta Verdade:

""Como é precária a glória deste mundo!"

 

  Quantos monarcas, célebres actrizes

  Poetas, escritores, que deram brados,

  Viveram cá na Terra, tão felizes!

   "Quantos nomes, outrora idolatrados!"

                                 

Quanta vanglória reduzida a nada!

Etiquetas  e vidas de espavento!

E quantas ilusões, de gente amada

"Jazem hoje no pó do esquecimento!"  

 

 

 

 

 

Pensamentos: O amor no seu conjunto, não se reduz à emoção nem ao

sentimento mais profundo, e de longe o mais essencial de todos, é a vontade

que tem o papel de modelar o amor  no homem. Na Amizade - ao contrário

do que sucede nas simpatia - a participação da vontade é decisiva.

Karol Wojtyla - Amor e responsabilidade.

 

 

O coração humano é um instrumento de muitas cordas. perfeito conhecedor

 dos homens sabe fazê-las vibrar todas, com um bom músico.

 (Charles Dickens)

  

 

                  A VÃ Glória
Como é precária a glória deste mundo!
Quantos nomes oputrora idolatrados,
Jazem hoje no põ do esquecimento!
                    
  Francisco dos Santos
(Do seu livro: "ECOS DO MEU ENLEVO"
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MULHER

Por Dr. António Fonseca Cortez


Natural de Vila Seca - Tábua. Em sua Saudosa memória: 1926 - 2003


 

 

Mulher a quem um dia eu encontrei

longe... noutras paragens, noutras esferas...

Demasiado tarde... Mas te amei...

Por forma que talvez nem tu souberas!

 

                      Destino assim o quis: Porquê? Não sei!

                      Ali fui arribar - e, sem mais esperas,

                       Num impulso de amor me declarei!...

                       E então nasceram sonhos e quimeras...

 

Simpática e afável, sorridente,

E de candura estranha... Não somente,

Mas activa também: assim tu eras!

 

                      Duma simplicidade eficiente,

                      Mulher da minha vida, quão diferente

                      O findar destas minhas primaveras!

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AMIGOS NAS TREVAS



Amigos que passam a vida a cismar

Na cor do cabelo do seu bem amado.

Que tom imaginam? castanho alourado?

E os  olhos dos filhos serão verde-mar?

 

                                  Artistas que sabem também desenhar

                                  De Nossa Senhora, seu manto sagrado!

                                  E pintam nas trevas o Céu anilado,

                                  Sonhando que seja de Sol a brilhar!

 

Amigos que fazem da noite o seu dia...

E dentro de si a florir madrugadas,

Existe um jardim cintilante de estrelas!

 

                                 Se dele é que avistam a doce harmonia

                                 Dos longes da Terra, cantando baladas,

                                 - Seus olhos são luzes que Deus se vê nelas!...

Deus fez as rosas para que tenhamos delas o

                     perfume dos Céus.


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JESUS NA ÚLTIMA CEIA



Naquela tarde sombria, Jesus ,à mesa a cear,

Aos discípilos proferia:  - está próxima a agonia,

Um de vós me há-de entregar.

                     

Tristes, perguntam então: - mas qual dos doze, o ingrato?

E em sentida prostração/, Diz Jesus: - o da traição

Come comigo no prato.

 

Assim, e por este meio, para que seja cumprido

O que a escrever se veio, mas ai dele, o que interveio,

Bom era não ter nascido.

 

 Sendo Judas, respondeu: -Mestre, sou eu o culpado?

- Tu o disseste! E benzeu/ o senhor o pão do Céu,

 Antes do Hino Sagrado.

 


 

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DEZ ANOS MINHA MÃE

1998 - 2008


Parece que foi ontem, minha mãe

Que abandonaste o “barco” desta vida,

E eu me senti nas ondas… envolvida,

E já lá vão dez anos! Conta-os bem!

 

 

 

Na solidão não penso em mais ninguém.

Vejo-te linda, até, ó mãe querida

E nas noites de insónia, deprimida,

Dez anos me parecem mais de cem!

 

               

            Estou a escrever-te noite fora,                   

          Há temporal e vento a esta hora

          E o tranquilizante não valeu.    

                              

        Então, esmorecida, eu aproveito

         O tempo proceloso e contrafeito

         Para mandar-te rosas para o Céu!...

 


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CENA DE AMOR

Uma cena de amor familiar,

Vimos há tempos na Televisão;

Simbolizava a vida em união,

Casal dezasseis filhos a mostrar!!!

 

 

 

 

                                  Três mais tinham saido já do lar,

                     Todavia era preciso um panelão

                     De sopa, muito leite e muito pão

                     Para tanto filhinho sustentar!

 

 

Família bem modesta, no entanto

O Convívio era alegre, puro e santo

E de muita saudável resistência!

 

 

 

                                    Mas que lição exemplo de ternura

                      Para tantos que fazem a loucura

                      De exterminar... de si, uma existência!...


 

 

Para exemplo um casal americano com 17 filhos à volta!

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Góis e Seus Poetas
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Décimo primeiro livro
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Décimo segundo livro
Rosários de Amor
2008
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Motes de Aleixo e Glosas de Clarisse

Prosa e Poesia (Pesquisa)

 

De Clarisse Barata Sanches

Rosários de Amor

Dedicatória:
Aos “Rosários de Amor”


Boa amiga Clarisse,
Converti-me aos seus Amores.
São lindos os versos-flores!
Chorei... Queria eu que visse...

Não sei que “frio” me toma,
Ao ler tamanha beleza...
Não é frio, concerteza,
É o amor que me assoma.

Beijadas por andorinhas,
Se fazem as suas linhas,
Com glória, honra em flor.

Solta-se o “Grito de Paz”,
E ninguém mais o desfaz
Nos ”Rosários de Amor”.

Rosa Silva (“Azoriana”)
Angra do Heroísmo
2008/04/07

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