Domingo, 6 de Julho de 2014

TODA ESTA NOITE UM ROUXINOL CHOROU

                    

 

 As fêmeas que estão à procura de um companheiro tornam-se extremamente ativas por volta da meia-noite Foto: National Geographic

                                      

 

                  QUADRA DE FLOBELA ESPANCA

 

 

 Toda esta noite um rouxinol chorou!

 Gemeu, rezou, gritou perdidamente!

 Alma de rouxinol, alma de gente,

 Tu és, talvez, alguém se que se finou!

                             

                FLORBELA ESPANCA

                        GLOSA

Toda esta noite um rouxinol chorou”

 Chorou e não deixou dormir a gente,

 E só de madrugada se calou;

 Mas porque estava ele descontente?!

 

                                                                                 

 Abri uma janela, ele cantou,

 “Gemeu, rezou, gritou perdidamente!”

 Mas, num momento, alegre, se calou

 Ao ver a companheira à sua frente!

 

 Sem ela, numa noite, impaciente,

 Apeteceu-lhe logo ir voar,

 “Alma do rouxinol, alma de gente,”

 E abala de manhã com o seu par…

 

Andava arreliado o rouxinol

E nesse voo, lindo, ele escutou:

 Deixa te de lamúrias, olha o Sol!...

"Tu és, talvez, alguém que se finou!" 

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                   

   Clarisse Barata Sanches – Góis


publicado por canticosdabeira às 11:40
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Boa amiga Clarisse,
Converti-me aos seus Amores.
São lindos os versos-flores!
Chorei... Queria eu que visse...

Não sei que “frio” me toma,
Ao ler tamanha beleza...
Não é frio, concerteza,
É o amor que me assoma.

Beijadas por andorinhas,
Se fazem as suas linhas,
Com glória, honra em flor.

Solta-se o “Grito de Paz”,
E ninguém mais o desfaz
Nos ”Rosários de Amor”.

Rosa Silva (“Azoriana”)
Angra do Heroísmo
2008/04/07

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