Sexta-feira, 9 de Agosto de 2013

A MAIOR DOR

 

                      MAIOR DOR                         

 

Nunca negueis o amor, a ternura e o carinho

Ao triste, ao infeliz que deles necessita;

N unca negueis alívio à dor da alma aflita,

Nem caridade ao ser mais sórdido e mesquinho

 

                      Francisco dos Santos 

 

                      senhor.jpg

 Em grata  memória deste saudoso Amigo

 com muitas saudades lhe dedico esta

 minha glosa, duma quadra de um  soneto

 seu muito extraordinário.

 

                           GLOSA

   "Nunca negueis o amor, a ternura, e o carinho"

   A quem a sua sorte não sorriu na vida,

  Nem lhe negueis, agora, neste burburinho…

  Um caldo à vossa mesa e mesmo uma guarida!

 

   “Dar-lhes denodo e génio, neste seu caminho”

     “Ao triste, ao infeliz que deles necessita…”

     É servir o Senhor, se vive tão sozinho

   Abandonado, e a ver-se numa ação bonita!...  

 

   Não desviai os olhos, não, desta desdita

   E porque vive cá, de modo tão tristonho

     “Nunca negueis alívio à dor da alma aflita,”

     A quem Deus permitiu, também, na vida um sonho.

 

   A dor é bem cruel, viver sem ter um lar

   Que a crise lhe roubou e fê-lo pobrezinho;

   Jamais negueis afeto e mesmo um “doce olhar”,

    Nem caridade ao ser mais sórdido e mesquinho!”

 

 no seu  livro Enlevos de Alma”  fui, eu, encontrar

 o seu bonito soneto A Maior Dor, colado no fim do livro.

 

Clarisse Sanches – Góis - Portugal


publicado por canticosdabeira às 14:44
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Dedicatória:
Aos “Rosários de Amor”


Boa amiga Clarisse,
Converti-me aos seus Amores.
São lindos os versos-flores!
Chorei... Queria eu que visse...

Não sei que “frio” me toma,
Ao ler tamanha beleza...
Não é frio, concerteza,
É o amor que me assoma.

Beijadas por andorinhas,
Se fazem as suas linhas,
Com glória, honra em flor.

Solta-se o “Grito de Paz”,
E ninguém mais o desfaz
Nos ”Rosários de Amor”.

Rosa Silva (“Azoriana”)
Angra do Heroísmo
2008/04/07

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