Sábado, 22 de Dezembro de 2012

NATAL

DESTAK |19 | 12 | 2012   23.32H
João César das Neves | naohaalmocosgratis@ucp.pt
 
 
                              N A T A L

O mundo está de luto, mas vestiu-se de festa. O tempo perdeu a esperança, mas ainda celebra. Não se vê saída, mas é Natal. Anúncios, iluminações, prendas, jantar, votos são iguais. Nós é que estamos diferentes. Apetece-nos queixar, protestar, revoltar-nos, pedir, chorar. Não queremos festa, não podemos celebrar, mas é Natal. 
Assim não devia haver Natal. Não há dinheiro para anúncios e iluminações. Não podemos pagar prendas, jantar e votos. Não há condições para haver Natal. Apesar disso há Natal. Outra vez Natal. Porque o Natal não depende de nós. O Natal não acontece quando dá jeito, quando estamos preparados, quando é conveniente. 
O Natal não é quando um homem quiser. Aparece simplesmente, inesperadamente, inconvenientemente. Foi assim da primeira vez. É assim todos os anos. No primeiro Natal «não havia lugar para eles na hospedaria» (Lc. 2, 7). Este ano não há disposição para festas. Ao fim de tantos anos continua a não haver lugar. 
No entanto, volta a ser Natal. O Natal insiste em acontecer, mesmo que não dê jeito. O Natal compreende que não tenha lugar. Não se queixa, não protesta, não se revolta, não pede ou chora. Limita-se a passar adiante e a acontecer na mesma. 
Porque o Natal não depende de nós. Depende do Céu. Só o Céu pode fazer o inesperado, o inacreditável, o impossível. Só o Céu pode fazer o Natal. Vindo o Natal de fora do mundo, é compreensível que não dê jeito, que seja inoportuno, inconveniente. 
Mas quando acontece o impossível, que interessa o resto? Qualquer que seja a situação e a conjuntura, só o Natal conta.
 
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Gostei muito deste texto. Também eu teria algo que contar sobre o meu Natal em família. Apenas digo: Um cão veio representar os meus familiares...  Ele é meigo e muito inteligente.
C..S.

publicado por canticosdabeira às 17:13
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Boa amiga Clarisse,
Converti-me aos seus Amores.
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Chorei... Queria eu que visse...

Não sei que “frio” me toma,
Ao ler tamanha beleza...
Não é frio, concerteza,
É o amor que me assoma.

Beijadas por andorinhas,
Se fazem as suas linhas,
Com glória, honra em flor.

Solta-se o “Grito de Paz”,
E ninguém mais o desfaz
Nos ”Rosários de Amor”.

Rosa Silva (“Azoriana”)
Angra do Heroísmo
2008/04/07

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