Sexta-feira, 5 de Outubro de 2012

DO MOTE DO AUTO DO TI "JAQUIM" DE A: ALEIXO

 

                         

Trabalho do Auto do “Ti Jaquim” que fiz há anos para um concurso)

 

  Mote de A. Aleixo: PRA MIM QUEM SABE É QUEM TEM A CARTEIRA  RECHEADA 

        

      GLOSA DO MOTE DE ANTONIO ALEIXO:

                                                                                                  

             

             Barbeiro, no seu ofício:

 

           - Que me diz do Brasileiro,

        Hoje à conta do rendeiro?...

 

         O sr. Rosa, sentado na cadeira:

             Foi ele um grande senhor

        Quando andou pelos Brasis

        E surgiu como um Doutor

        Na terra, alegre e feliz.

 

                Barbeiro:

         -E depois, ao que se diz,

      Casou rico e foi alguém.

  

                     Sr. Rosa:

        - Sim, chegou a viver bem

     Com a filha do Barão,

     Que lhe a deu, numa ilusão...

 “P´ra mim quem sabe é quem tem...”.

 

                    Barbeiro:

       - Muitas patacas na Vida

       Quer dizer o meu Amigo?

       Subiu... eu sei, à partida,

       Mas hoje não tem abrigo.

 

               Sr. Rosa:

       - É certo, nem patavina,

       Porque a ingénua menina

       Também não era poupada.

       Como tantos, pensaria

       Que toda a Vida teria

      “A carteira recheada”.

                  Barbeiro:

          - Fez-se depois mais senhora,

       Por acaso, encantadora,

       E também muito gentil!

       Acompanhando o “ Banqueiro”

       A correr o mundo inteiro,

       Foi dez vezes ao Brasil!

 

                 Sr. Rosa:

         - Agora vivem, coitados,

      À mercê dos seus criados,

      E sem terem um vintém.

 

                 Barbeiro:

         - É o que sempre acontece

      Quando a fortuna aparece

      E a não sabem gerir bem!...  

 

        C.B.S.   De A. Aleixo sõ as letras em verde                         


publicado por canticosdabeira às 10:34
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Dedicatória:
Aos “Rosários de Amor”


Boa amiga Clarisse,
Converti-me aos seus Amores.
São lindos os versos-flores!
Chorei... Queria eu que visse...

Não sei que “frio” me toma,
Ao ler tamanha beleza...
Não é frio, concerteza,
É o amor que me assoma.

Beijadas por andorinhas,
Se fazem as suas linhas,
Com glória, honra em flor.

Solta-se o “Grito de Paz”,
E ninguém mais o desfaz
Nos ”Rosários de Amor”.

Rosa Silva (“Azoriana”)
Angra do Heroísmo
2008/04/07

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