Terça-feira, 2 de Outubro de 2012

DO SONETO XVII DE CAMÕES

 

 

   QUADRA do SONETO XVII

 

Quando da bela vista e doce riso

Tomando estão meus olhos mantimento,

Tão elevado sinto o pensamento,

Que me faz ver na terra o Paraíso.

 

           Luiz Vaz de Camões

 

 

                      GLOSA

“Quando da bela vista e doce riso”

Olhando um verde-salsa de luar,

Eu nesta hora nada mais preciso

Que receber a luz do vosso olhar!

 

 

Tão longe estais senhora a dar-me vida

Tomando estão meus olhos mantimento

Que vos vêem num sonho, divertida

Com as aves do Céu em movimento.

 

 

Extasiado e louco de momento

Provido de asas já dum beija-flor,

“Tão elevado sinto o pensamento”

Que tenho de abraçar-vos com fervor.

 

 

Seduz-me tocar bem na Natureza

E ver-vos dentro dela num sorriso;

É que embriagado estou com tal beleza,

“Que me faz ver na terra o Paraíso”.

 

C.B.S.


publicado por canticosdabeira às 11:35
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Boa amiga Clarisse,
Converti-me aos seus Amores.
São lindos os versos-flores!
Chorei... Queria eu que visse...

Não sei que “frio” me toma,
Ao ler tamanha beleza...
Não é frio, concerteza,
É o amor que me assoma.

Beijadas por andorinhas,
Se fazem as suas linhas,
Com glória, honra em flor.

Solta-se o “Grito de Paz”,
E ninguém mais o desfaz
Nos ”Rosários de Amor”.

Rosa Silva (“Azoriana”)
Angra do Heroísmo
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