Segunda-feira, 2 de Abril de 2012

BONS EXEMPLOS A SEGUIR

 

Condomínio B jpgCondimíio Ajpg

 

Perto e Próximo

Texto: Teresa Carvalho

Ilustração Mário Linhares

 

Publicação de Fátima Missionária de Abril

 

Mónica nunca fora de se lamentar Via as mudanças, mesmo as que não desejava como um novo desafio a vencer e um meio de aprender outras formas de viver. Talvez por isso não se assustou quando teve de sair com os dois filhos, do apartamento onde viviam para um mais barato. Era triste! Mas tudo se resolveria.

Hoje é dia de fazer as mudanças. Mobília e sacos num sobe e desce afogueado trouxeram os novos vizinhos à janela, às escadas, mas ninguém quis saber se Mónica precisava de ajuda. Nem perguntaram o seu nome ou o dos seus filhos. Pereciam quererem investigar, mas não envolver-se. Mónica sabia estar atenta àquilo que se passava ao seu redor. Percebeu que tinha algum contributo a dar naquela indiferença. E começaram já. Com o apartamento organizado, bateu à porta de cada um dos vizinhos do prédio a apresentar-se:

- Olá! Vimos apresentar-nos como os novos vizinhos do terceiro esquerdo. Somos a Mónica, o Marco e a Rita, Gostaríamos que pudessem contar connosco e de podermos contar convosco.

Era o início de uma conversa que após a surpresa inicial, passava a um acolhimento curioso e prolongava-se em troca de informações úteis. Em apenas uma semana, Mónica já trocava um “Bom dia”, senhor Joaquim, como tem passado? “ ou” Olá, Cláudia, bom treino”. Apercebeu-se rapidamente das dificuldades dos seus novos vizinhos. Alguns eram idosos a viverem e a sentirem-se “sós”. Que fazer?

Falou com o responsável e propôs-lhe pensarem em conjunto a solução. Era um assunto invulgar para pensar numa reunião de condomínio. Mas foi mesmo isso que aconteceu. O senhor Luís iniciou a reunião com a sua autoridade habitual:

-Como sabem esta nossa reunião é extraordinária e tem como único assunto: “O meu vizinho e eu”. Temos ouvido na comunicação social que há pessoas que não sabem nem se interessam por quem vive a seu lado e percebemo-nos que isso está a acontecer-nos.

Podemos fazer diferente! Mas o quê? Todos tinham algo a dizer e, desta vez, cada um quis escutar o vizinho, enquanto pessoa. As soluções brotaram, juntamente com afetos, desejos, medos.

Nesse dia, ao anoitecer, todos cumpriram a decisão ali tomada:

“Doravante nenhuma família se deitará sem saber se o vizinho do seu andar está bem”.

E, em Fevereiro quando todos se juntaram no primeiro lanche trimestral do prédio, já ninguém era ou se sentia desconhecido.

As portas à frente e ao lado, antes fechadas e silenciosas, eram agora portos de segurança e partilha no Bloco 105, porque “alguém” soube chegar “próximo”, inventaram-se laços de cuidado que derrubaram um dos piores medos: o “ser só”.

 

Nota:

Efectivamente,ouve-se muitas vezes dizer, até na Rádio, que muitos vizinhos não se conhecem e a viverem lado a lado. uns com os outros. Uma falta de solidariedade para com os nossos mais perto e mais próximos. Todos precisamos uns dos outros, até, para dar um alerta às Autoridades de que alguém precisa de ser socorrido e a convivência amiga COM TODOS, também é muito preciosa. Deus quer que nos amemos uns aos outros. Nesta Páscoa da Ressurreição vamos todos pensar nisso a fundo. Eu começo por desejar a todos uma santa e feliz Páscoa do Senhor, e desde já ofereço os meus fracos préstimos a quem deles necessitar.

 

C.B.S. 


publicado por canticosdabeira às 11:44
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Não sei que “frio” me toma,
Ao ler tamanha beleza...
Não é frio, concerteza,
É o amor que me assoma.

Beijadas por andorinhas,
Se fazem as suas linhas,
Com glória, honra em flor.

Solta-se o “Grito de Paz”,
E ninguém mais o desfaz
Nos ”Rosários de Amor”.

Rosa Silva (“Azoriana”)
Angra do Heroísmo
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