Quinta-feira, 29 de Março de 2012

AUMENTA O NÚMERO DE ISOLADOS, SOZINHOS ATÉ AO FIM

 

O medo tomou conta das pessoas de idade que vivem sem companhia. A Igreja pede aos Cristãos que sejam menos egoístas e apõem os mais velhos.

 

      Idosa e o cãojpg

 

 (Imagem da Internet.)

 

(Texto de Francisco Pedro, publicação na Fátima Missionária de Abril de 2012)

 

Antes era apenas a solidão, hoje é a solidão e o medo. Maria S. de 74 anos tornou-se uma mulher desconfiada. Continua a soltar o verbo de forma fácil e humilde, a irradiar ternura através do olhar azul-turquesa, mas mudou de comportamento. Não o fez de livre vontade. As circunstâncias, as notícias constantes dos assaltos a idosos, a isso a obrigaram. Gostava muito de receber e falar com quem aparecesse, mas agora todo o cuidado é pouco Anda por aí muita malandragem, conta à Fátima Missionária, encostada à porta da sua casa, numa pequena aldeia no distrito de Leiria.

 

Maria leva quase duas décadas de solidão. Desde que o marido morreu, em 1994 passou a partilhar os desabafos do dia a dia apenas com a criação. Ralha com o pequeno cão rafeiro, conversa com as galinhas e dá conta das suas preocupações às figuras que desfilam no pequeno ecrã, ao longo do dia, Como se elas a ouvissem. “Os filhos têm as suas vidas” e raramente aparecem. Os poucos vizinhos saem ao nascer do sol e regressam já de noite. Os seus dias passaram a ser preenchidos de silêncios. E quando há um barulho estranho, o bater do coração acelera involuntariamente. “Nunca se sabe quem vem e ao que vem”, desabava, aconchegando os braços na bata escura, descolorida pelo tempo.

 

Ainda que resumida, a história de Maria não difere muito da de grande parte dos idosos que vivem sozinhos e isolados em Portugal. O último Censos feito pela Guarda Nacional Republicana (GNR) identificou 18.082, mais 7.405 de que em 2011. Bragança é o distrito onde o fenómeno tem mais expressão, com 2.442 casos. Seguem-se Santarém, Évora e Guarda.

 

=============================================================

 

Nota:

Fica aqui esta parte para as pessoas se aperceberem do estado triste dos idosos, que criaram uma família e hoje é tal como não exista e venha sem o merecer a receber um dia algo do que lhe deixaram por herança. Mas elas cá se fazem e cá se pagam. É que os exemplos pouco se evidenciam para remissão de culpa..

C.B.S.

 

 


publicado por canticosdabeira às 10:13
link do post | comentar | favorito
|

Sobre a autora

Visitantes desde 08/04/07

Novidades

MOTES DE ALEIXO
E
GLOSAS DE CLARISSE

Selo do Blog


Clarisse Barata Sanches

(Usa Ctrl+C p/copiar
e Ctrl+V p/colar
o selo no seu blog)

Prosa e poesia (por título)

CONSOLAÇÃO

Carta do Marquês. Nov2014

LÁGRIMAS OCULTAS

PASSANTES DA TERRA

TODA ESTA NOITE UM ROUXIN...

SAUDADES E LEMBRANÇAS

QUARENTA ANOS DE DEMOCRAC...

SAUDADES TENHO; SIM; DO N...

MAIS UM GOIENSE, AMIGO, N...

SE EU FOSSE DEPUTADO, QUE...

Prosa e Poesia (por mês)

links

favoritos

A PÁTRIA PORTUGUESA

Outras visitas


Prosa e Poesia (Meus Livros)



Clarisse Barata Sanches
Mais de 12 livros publicados:

Primeiro livro
Cantei ao Céu e à Terra
1983
(Poesias)

Segundo livro
Gracita Flor da Saudade
1985
(Poesias e Memórias)

Terceiro livro
Luz no Presépio
1985
(Poesias)

Quarto livro
Quadras do Meu Outono
1989
(Poesias)

Quinto livro
Hinos da Tarde
1994
(Poesias)

Sexto livro
Arca de Lembranças
1997
(Memórias)

Sétimo livro
Cartas para o Céu
1998
(Poesias)

Oitavo livro
Góis e Seus Poetas
1999
(Poesias - Antologia)

Nono livro
Góis e Seus Poetas
2000
(Poesias - Antologia)

Décimo livro
Murmúrios do Ceira
2002
(Contos e Narrativas)

Décimo primeiro livro
Sonhos da Alma
2004
(Sonetos)

Décimo segundo livro
Rosários de Amor
2008
(Poesias)

Motes de Aleixo e Glosas de Clarisse

Prosa e Poesia (Pesquisa)

 

De Clarisse Barata Sanches

Rosários de Amor

Dedicatória:
Aos “Rosários de Amor”


Boa amiga Clarisse,
Converti-me aos seus Amores.
São lindos os versos-flores!
Chorei... Queria eu que visse...

Não sei que “frio” me toma,
Ao ler tamanha beleza...
Não é frio, concerteza,
É o amor que me assoma.

Beijadas por andorinhas,
Se fazem as suas linhas,
Com glória, honra em flor.

Solta-se o “Grito de Paz”,
E ninguém mais o desfaz
Nos ”Rosários de Amor”.

Rosa Silva (“Azoriana”)
Angra do Heroísmo
2008/04/07

SAPO Blogs

subscrever feeds