Sexta-feira, 6 de Janeiro de 2012

S A U D A D E

 

         

 

Saudade é sida que se pega à gente
por mais que não se queira ou que se faça:
não se pode evitar ficar doente
por ser o mal maior da nossa raça.

 

           João de Castro Nunes

 

                          GLOSA

 

SAUDADE É SIDA QUE SE PEGA À GENTE

um mal muito difícil de sarar,

por vezes um minuto de contente,

reverte em uma hora de chorar!...

 

É peste que entra em nós e de momento

POR MAIS QUE SE NÃO QUEIRA OU QUE SE FAÇA:

talvez revele algum contentamento,

mas quem a tem, a toma por desgraça!

 

Significa a Saudade o que se sente

por uma  triste ausência, em vivo anseio:

NÃO SE PODE EVITAR FICAR DOENTE

nem devolvê-la, assim, pelo correio...

 

Ai, quantas vezes entra no miolo

e ninguém sabe quanto nos abraça

nas horas de dormir, sem um consolo…

POR SER O MAL MAIOR DA NOSSA RAÇA.

 

Aproveito para expressar ao Senhor Prof. Doutor Joao  de Castro Nunes os meus sinceros parabéns pelo distinto blogue que possui na Internet. Do seu lindo soneto, Saudade, extraí da primeira quadra uma glosa que espero esteja a gosto do meu Excelentíssimo Amigo.

 

Clarisse B- Sanches


publicado por canticosdabeira às 19:50
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1 comentário:
De Azoriana a 10 de Janeiro de 2012 às 23:11
A beleza aqui transborda
Do centro e laterais
É tecida como a corda
Desde o começo aos finais.

A beleza que transmite
Na doçura da viagem
Aguça o meu palpite
Em fixar esta paragem.

Sonetos são como flores
Desabrochando velozes
Navegando em multi cores.

Eu sou do jardim Açores,
Rumando nas vossas vozes
Num deslumbre de valores.

Rosa Silva ("Azoriana")

Este comentário foi inserido no blog do ilustre Sr. Prof. Dr. João de Castro Nunes. Oxalá que goste :)
Beijos para a amiga Clarisse e sua bela Glosa.


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Rosários de Amor

Dedicatória:
Aos “Rosários de Amor”


Boa amiga Clarisse,
Converti-me aos seus Amores.
São lindos os versos-flores!
Chorei... Queria eu que visse...

Não sei que “frio” me toma,
Ao ler tamanha beleza...
Não é frio, concerteza,
É o amor que me assoma.

Beijadas por andorinhas,
Se fazem as suas linhas,
Com glória, honra em flor.

Solta-se o “Grito de Paz”,
E ninguém mais o desfaz
Nos ”Rosários de Amor”.

Rosa Silva (“Azoriana”)
Angra do Heroísmo
2008/04/07

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