Domingo, 1 de Janeiro de 2012

POEMA ESCRITO NA VINDA DO EURO ( 2002)

 

NA CHEGADA DO EURO JÁ SE PREVIAM SAUDADES DO ESCUDO

 

   

 

                                   (Janeiro de 2002)

  No tempo da Monarquia

  Eram os réis o tesouro.

  Nota de mil réis valia

  Para comprar moradia

  E até moedas em ouro!

 

                          Quatrocentos um cruzado,

                      Brilhavam no coração

                      Que o homem, aperaltado,

                      Trazia no bolso, ao lado,

                      E a mulher no seu cordão.

 

Depois surgiu o Escudo

Que agora finda a missão.

Mal dividido o “telhudo”

Ia mais para o “graúdo,”

Deixando alguns sem tostão.

 

                         Vem o Euro e passa então”

                     Desde agora a circular

                     E a fazer-nos confusão.

                     Virá ainda a inflação

                     Que ninguém pode travar.

 

É o Euro mais bendito

Do que o Escudo? Não vou crer.

Coitado do franganito…

E porque Deus deixou dito:

- Pobres, sempre, haveis de ter!

 

 C.B.S.      


publicado por canticosdabeira às 13:04
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Boa amiga Clarisse,
Converti-me aos seus Amores.
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Chorei... Queria eu que visse...

Não sei que “frio” me toma,
Ao ler tamanha beleza...
Não é frio, concerteza,
É o amor que me assoma.

Beijadas por andorinhas,
Se fazem as suas linhas,
Com glória, honra em flor.

Solta-se o “Grito de Paz”,
E ninguém mais o desfaz
Nos ”Rosários de Amor”.

Rosa Silva (“Azoriana”)
Angra do Heroísmo
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