MAS QUE BONITO DIA DE SINAIS!
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MOTE
ALMA MINHA GENTIL QUE TE PARTISTE
TÃO cedo desta vida descontente
REPOUSA LÁ NO CÉU ETERNAMENTE,
E VIVA EU CÁ NA TERRA SEMPRE TRISTE!
LUÍS VAZ DE CAMÕES
GLOSA ROSA BONITA
Se foste deste mundo enganador
E já o espaço etéreo descobriste,
Que estejas entre os Anjos, meu Amor,
"Alma minha gentil que te partiste."
Naquela inesquecível manhãzinha
Que entristeceu a Vila e tanta gente,
Voaste como sendo uma andorinha,
"Tão cedo desta vida descontente"
Até que eu vá um dia ter contigo
E regalar meus olhos de contente
Para te dar um beijo muito Amigo,
"Repousa lá no Céu eternamente"
Talvez que Deus me chame, mas, Gracita,
Enquanto esta Saudade, em mim, persiste,
Alegra esse jardim, Rosa Bonita,
"E viva eu cá na terra sempre triste!
C.B.S.
COMO PENSA MEDINA CARREIRA (DA INTERNET)
economia vai derrotar a democracia de 1976.
José Sócrates, é um homem de circo, de espectáculo. Portugal está a ser gerido por medíocres, Guterres, Barroso, Santana Lopes e este, José Sócrates, não perceberam o essencial do problema do país.
O desemprego não é um problema, é uma consequência de alguma coisa que não está bem na economia. Já estou enjoado de medidinhas. Já nem sei o que é que isso custa, nem sequer sei se estão a ser aplicadas.
A população não vai aguentar daqui a dez anos um Estado social como aquele em que nós estamos a viver. Este que está lá agora, o José Sócrates, é um homem de espectáculo, é um homem de circo. Desde a primeira hora.
É gente de circo. E prezam o espectáculo porque querem enganar a sociedade.
Vocês, comunicação social, o que dão é esta conversa de «inflação menos 1 ponto», o «crescimento 0,1 em vez de 0,6». Se as pessoas soubessem o que é 0,1 de crescimento, que é um café por português de 3 em 3 dias... Portanto andamos a discutir um café de 3 em 3 dias... mas é sem açúcar.
Eu não sou candidato a nada, e por conseguinte não quero ser popular. Eu não quero é enganar os portugueses. Nem digo mal por prazer, nem quero ser «popularuxo» porque não dependo do aparelho político!"
Ainda há dias eu estava num supermercado, numa bicha para pagar, e estava uma rapariga de umbigo de fora com umas garrafas, e em vez de multiplicar «6x3=18», contava com os dedos: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7... Isto não é ensino... é falta de ensino, é uma treta! É o futuro que está em causa!
Os números são fatais. Dos números ninguém se livra, mesmo que não goste. Uma economia que em cada 3 anos dos últimos 27, cresceu 1%... esta economia não resiste num país europeu.
Quem anda a viver da política para tratar da sua vida, não se pode esperar coisa nenhuma. A causa pública exige entrega e desinteresse.
Se nós já estamos ultra-endividados, faz algum sentido ir gastar este dinheiro todo em coisas que não são estritamente indispensáveis?
P'rá gente ir para o Porto ou para Badajoz mais depressa 20 minutos? Acha que sim?
A aviação está a sofrer uma reconversão, vamos agora fazer um aeroporto, se calhar não era melhor aproveitar a Portela?
Quer dizer, isto está tudo louco?"
Eu por mim estou convencido que não se faz nada para pôr a Justiça a funcionar porque a classe política tem medo de ser apanhada na rede da Justiça. É uma desconfiança que eu tenho. E então, quanto mais complicado aquilo for...
Nós tivemos nos últimos 10-12 anos 4 Primeiros-Ministros:
- Um desapareceu;
- O outro arranjou um melhor emprego em Bruxelas, foi-se embora;
- O outro foi mandado embora pelo Presidente da República;
- E este coitado, anda a ver se consegue chegar ao fim"
O João Cravinho tentou resolver o problema da corrupção em Portugal. Tentou. Foi "exilado" para Londres. O Carrilho também falava um bocado, foi para Paris. O Alegre depois não sei para onde ele irá... Em Portugal quem fala contra a corrupção ou é mandado para um "exílio dourado", ou então é entupido e cercado.
Mas você acredita nesse «considerado bem»? Então, o meu amigo encomenda aí uma ponte que é orçamentada para 100 e depois custa 400? Não há uma obra que não custe 3 ou 4 vezes mais? Não acha que isto é um saque dos dinheiros públicos? E não vejo intervenção da polícia... Há-de acreditar que há muita gente que fica com a grande parte da diferença!
De acordo com as circunstâncias previstas, nós por volta de 2020 somos o país mais pobre da União Europeia. É claro que vamos ter o nome de Lisboa na estratégia, e vamos ter, eventualmente, o nome de Lisboa no tratado. É, mas não passa disso. É só para entreter a gente.
Isto é um circo. É uma palhaçada. Nas eleições, uns não sabem o que estão a prometer, e outros são declaradamente uns mentirosos: - Prometem aquilo que sabem que não podem."
A educação em Portugal é um crime de «lesa-juventude»: Com a fantasia do ensino dito «inclusivo», têm lá uma data de gente que não quer estudar, que não faz nada, não fará nada, nem deixa ninguém estudar. Para que é que serve estar lá gente que não quer estudar? Claro que o pessoal que não quer estudar está lá a atrapalhar a vida aqueles que querem estudar. Mas é inclusiva...
O que é inclusiva? É para formar tontos? Analfabetos?"
"Os exames são uma vergonha.
Você acredita que num ano a média de Matemática é 10, e no outro ano é 14? Acha que o pessoal melhorou desta maneira? Por conseguinte a única coisa que posso dizer é que é mentira, é um roubo ao ensino e aos professores! Está-se a levar a juventude para um beco sem saída. Esta juventude vai ser completamente desgraçada!
A minha opinião desde há muito tempo é: TGV- Não!
Para um país com este tamanho é uma tontice. O aeroporto depende. Eu acho que é de pensar duas vezes esse problema. Ainda mais agora com o problema do petróleo.
Bragança não pode ficar fora da rede de auto-estradas? Não?
Quer dizer, Bragança fica dentro da rede de auto-estradas e nós ficamos encalacrados no estrangeiro? Eu nem comento essa afirmação que é para não ir mais longe...
Bragança com uma boa estrada fica muito bem ligada. Quem tem interesse que se façam estas obras é o Governo Português, são os partidos do poder, são os bancos, são os construtores, são os vendedores de maquinaria... Esses é que têm interesse, não é o Português!
Nós em Portugal sabemos resolver o problema dos outros: A guerra do Iraque, do Afeganistão, se o Presidente havia de ter sido o Bush, mas não sabemos resolver os nossos. As nossas grandes personalidades em Portugal falam de tudo no estrangeiro: criticam, promovem, conferenciam, discutem, mas se lhes perguntar o que é que se devia fazer em Portugal nenhum sabe. Somos um país de papagaios...
Receber os prisioneiros de Guantanamo?
Isso fica bem e a alimentação não deve ser cara...» Saibamos olhar para os nossos problemas e resolvê-los e deixemos lá os outros... Isso é um sintoma de inferioridade que a gente tem, estar sempre a olhar para os outros. Olhemos para nós!
A crise internacional é realmente um problema grave, para 1-2 anos. Quando passar lá fora, a crise passará cá. Mas quando essa crise passar cá, nós ficamos outra vez com os nossos problemas, com a nossa crise. Portanto é importante não embebedar o pessoal com a ideia de que isto é a maldita crise. Não é!
Nós estamos com um endividamento diário nos últimos 3 anos correspondente a 48 milhões de euros por dia: Por hora são 2 milhões! Portanto, quando acabarmos este programa Portugal deve mais 2 milhões! Quem é que vai pagar?
Isso era o que deveríamos ter em grande quantidade.
Era vender sapatos. Mas nós não estamos a falar de vender sapatos. Nós estamos a falar de pedir dinheiro emprestado lá fora, pô-lo a circular, o pessoal come e bebe, e depois ele sai logo a seguir..."
Ouça, eu não ligo importância a esses documentos aprovados na Assembleia...
Não me fale da Assembleia, isso é uma provocação... Poupe-me a esse espectáculo...."
Isto da avaliação dos professores não é começar por lado nenhum.
Eu já disse à Ministra uma vez «A senhora tem uma agenda errada"» Porque sem pôr disciplina na escola, não lhe interessa os professores. Quer grandes professores? Eu também, agora, para quê? Chegam lá os meninos fazem o que lhes dá na cabeça, insultam, batem, partem a carteira e não acontece coisa nenhuma. Vale a pena ter lá o grande professor? Ele não está para aturar aquilo...Portanto tem que haver uma agenda para a Educação. Eu sou contra a autonomia das escolas Isso é descentralizar a «bandalheira».
Há dias circulava na Internet uma notícia sobre um atleta olímpico que andou numa "nova oportunidade" uns meses, fez o 12ºano e agora vai seguir Medicina...
Quer dizer, o homem andava aí distraído, disseram «meta-se nas novas oportunidades» e agora entra em Medicina...
Bem, quando ele acabar o curso já eu não devo cá andar felizmente, mas quem vai apanhar esse atleta olímpico com este tipo de preparação...
Quer dizer, isto é tudo uma trafulhice..."
É preciso que alguém diga aos portugueses o caminho que este país está a levar.
Um país que empobrece, que se torna cada vez mais desigual, em que as desigualdades não têm fundamento, a maior parte delas são desigualdades ilegítimas para não dizer mais, numa sociedade onde uns empobrecem sem justificação e outros se tornam multi-milionários sem justificação, é um caldo de cultura que pode acabar muito mal. Eu receio mesmo que acabe.
Até há cerca de um ano eu pensava que íamos ficar irremediavelmente mais pobres, mas aqui quentinhos, pacíficos, amiguinhos, a passar a mão uns pelos outros... Começo a pensar que vamos empobrecer, mas com barulho...
Hoje, acrescento-lhe só o «muito». Digo-lhe que a gente vai empobrecer, provavelmente com muito barulho...
Eu achava que não havia «barulho», depois achava que ia haver «barulho», e agora acho que vai haver «muito barulho». Os portugueses que interpretem o que quiserem...
Quando sobe a linha de desenvolvimento da União Europeia sobe a linha de Portugal. Por conseguinte quando os Governos dizem que estão a fazer coisas e que a economia está a responder, é mentira! Portanto, nós na conjuntura de médio prazo e curto prazo não fazemos coisa nenhuma. Os governos não fazem nada que seja útil ou que seja excessivamente útil. É só conversa e portanto, não acreditem...
No longo prazo, também não fizemos nada para o resolver e esta é que é a angústia da economia portuguesa.
"Tudo se resume a sacar dinheiro de qualquer sítio. Esta interpenetração do político com o económico, das empresas que vão buscar os políticos, dos políticos que vão buscar as empresas...Isto não é um problema de regras, é um problema das pessoas em si...Porque é que se vai buscar políticos para as empresas?
É o sistema, é a (des)educação que a gente tem para a vida política...
Um político é um político e um empresário é um empresário. Não deve haver confusões entre uma coisa e outra. Cada um no seu sítio. Esta coisa de ser político, depois ministro, depois sai, vai para ali, tira-se de acolá, volta-se para ministro... é tudo uma sujeira que não dá saúde nenhuma à sociedade.
Este país não vai de habilidades nem de espectáculos.
Este país vai de seriedade. Enquanto tivermos ministros a verificar preços e a distribuir computadores, eles não são ministros. São propagandistas! Eles não são pagos nem escolhidos para isso! Eles têm outras competências e têm que perceber quais os grandes problemas do país!
Se aparece aqui uma pessoa para falar verdade, os vossos comentadores dizem «este tipo é chato, é pessimista»...
Se vem aqui outro trafulha a dizer umas aldrabices fica tudo satisfeito…
Vocês têm que arranjar um programa onde as pessoas venham à vontade, sem estarem a ser pressionadas, sossegadamente dizer aquilo que pensam. E os portugueses se quiserem ouvir, ouvem. E eles vão ouvir, porque no dia em que começarem a ouvir gente séria e que não diz aldrabices, param para ouvir. O Português está farto de ser enganado! Todos os dias tem a sensação que é enganado!
Arquivado em: portugal - medina carreira
No silêncio de cinzas do meu Ser
Agita-se uma sombra de cipreste.
Sombra roubada ao livro que ando a ler,
A esse livro de mágoas que me deste.
FLORBELA ESPANCA

Glosa
“ No silêncio de cinzas do meu Ser”
Que hão-de fazer-se um dia, em terra e pó,
Eu ouço um passarinho a discorrer:
- Ai, quem tanto escreveu e jaz tão só!...
A lembrar-se de mim, nesse momento,
“Agita-se uma sombra de cipreste”
E traduz nesta fase o pensamento:
- Que lindos versos teus, como os teceste?!
Minha alma que se sente incandescer
Pela bonita noite enluarada,
“Sombra roubada ao livro que ando a ler”
Vê as aves do Céu em debandada.
Viver a vida assim não quero mais,
Aonde, amargamente, me fizeste
Virar as laudas tristes dos meus ais,
“A esse “livro de mágoas” que me deste.”
Clarisse Barata Sanches
ALBINO FORJAZ DE SAMPAIO SAMPAIO
PORTUGAL MAIOR
Nua consona todas soavam.
Não vos hão-de faltar, gente famosa
Honra, valor e fama gloriosa.

É preciso ter fé, é preciso crer. Quem não tem Fé não vence, quem não crê não consegue. Ai daqueles que ao começar da batalha, a julgam já perdida, ai daqueles que crêem que de nada vale o seu esforço, é nulo o seu arranco, perdido e inglório o seu trabalho. Esses são os fracos, os de antemão derrotados, os que, como dizia Nietzsche, envenenam a vida, a corrompem, lhe tiram toda a sua grandeza e toda a sua glória.
Porque foi grande a Grécia? Porque os seus filhos acreditavam na Arte e na Beleza imortal. Porque foi grande Roma? Porque os seus legionários se julgavam invencíveis. Em nossos tempos, porque se tornou colosso a Alemanha? Porque aos que nasciam se lhes mostrava o que ela tinha feito e se lhes ensinava a dizer: Deutschland uber alles: A Alemanha acima de tudo. Cada alemão que vinha ao mundo era uma força que tinha um destino a cumprir – tornar maior o país.
Ora, sendo assim, porque não havemos de nós, portugueses, crer firmemente nos destinos da raça imortal e não trabalhar para esse Portugal Maior? Que é preciso para isso? Lutar, crer, ter fé. Lutemos pois, confiemos, tenhamos fé.
Então por acaso já está tudo arado o nosso solo? Já estão exploradas todas as nossas minas, reclamadas todas as nossas belezas naturais, transformadas em luz todas as águas que, de rocha em rocha, com fragor passam a caminho a caminho do mar? Então já as nossas costas não dão peixe, as nossas florestas não dão madeira com que fazem veleiros que nos tragam o bacalhau dos bancos da Terra Nova, ou o açúcar colonial? Já por acaso a índia nos negou a quina e o sândalo, Angola e Moçambique o algodão, o milho, e o açúcar S. Tome o café e o cacau, a Madeira o vinho e a cana, os Açores os ananases e o doce? Então já o tempo nos não dá senão agruras e inclemências?
Não. Nada disso se dá e tudo está por fazer. Portugal é uma nação começa. Tem novecentos anos, mas isso que importa! Novecentos são por acaso um dia da Eternidade?
Vamos. Ensinemos os novos que sejam fortes, justos e trabalhadores. Homens dum só parecer, dum só rosto e uma só fé, como queria Sá de Miranda. Peito forte para a adversidade, cara dura ao infortúnio, mão generosa, coração leal, palavra firme, honra imaculada. Todos os dias começar. Quanto o desânimo apareça enxotá-lo com uma rajada de fé; quando o ânimo sossobre erguer a alma ao alto dos braços e pedir-lhe que escute o passado e olhe o futuro. É crer, crer, crer cegamente.
Fala um homem que sempre creu e sempre soube querer. Um homem que se ergueu do nada, desamparado no mundo, sem pais, sem fortuna, sem forças. Ele veio da fome ao remedeio feliz, do nada às honras que envaidecem da obscuridade ao triunfo. Pois bem. Comeu sofregamente o seu desânimo para que dele não aparecessem migalhas, bebeu as suas lágrimas e riu para que delas não ficassem sulcos. Acreditou que a vida é dos fortes, dos triunfadores. Acreditou na sua força e acredita no futuro da sua pátria.
A ladeira era áspera, mas as suas mãos eram fortes, as dificuldades eram muitas, mas a sua vontade era enorme. O que não ia com esforço-alavanca, ia com a água mole da paciência. E hoje o horizonte é amplo e a borrasca quebra-se de encontro ao seu peito afeito à luta como na penedia a onda se desfaz em espuma para de novo se perder no mar.
Que todos tenham a força que ele teve e Fé que ele tem. E se as tiverem, verão surgir rosas dos cardos, pão do próprio gorgulho, água da rocha bruta, oiro do fundo da arca. E navios com a bandeira de Portugal sulcarão os mares, caminhões possantes cruzarão as estradas, comboios carregado irão dum a outro extremo do país, guindastes monstruosos encherão de mercadorias os cais.
Ver-se há então o trabalho feito dever, a Fé companheira da Vida, esta coisa singela e grande de sair luz da água perdida, oiro da terra que ninguém buscava, Felicidade e Amor da Luz, do Oiro e da Terra.
Vamos. Morrer, sim, mas devagar! Do passado era ainda crer na vida, era ainda defender a vida. Somos fortes, somos ricos. Metodizemos o nosso esforço, sonhemos o Portugal maior que o nosso esforço há-de realizar. E, se não tivermos Fé de que os homens de amanhã serão capazes de realizar esse sonho, cumpre dizer ainda como herói das trincheiras da grande guerra, – Mortos de pé!
E acreditemos que eles, os mortos queridos que dormem espalhados pelo planeta, se erguerão para fazer aquela obra que a fraqueza dos vivos se nega a fazer – o seu, o nosso, o de todo e para todo o sempre Portugal Maior!

Autor Desconhecido
E A PALAVRA DE VALOR DE SANTO ANTÓNIO

CHOQUE ENTRE RICOS E POBRES
A pobreza não nos chocaria se fosse de igual modo vivida por todos os habitantes do planeta. Ela choca exactamente quando é comparada com os níveis de riqueza de alguns. Qualquer pensionista viveria com os míseros 200 euros mensais se esse fosse o patamar de todos ou quase todos. O problema é que, segundo ouvimos dizer, há quem tenha sido aumentado em 5.000 Euros. Isto, sim, dói.
Rui Ribeiro/ O Mensageiro/ 07/01/2010
Transcrito na Fátima Missionária de Fevereiro
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CRISE DE VALORES
"A nossa crise não é apenas económica. É, também uma crise de valores. Há que recuperar o valor da família. O esbatimento dos laços familiares tem sido um dos factores que mais contribuem para agravar as dificuldades que muitos atravessam".
Cavaco Silva/ Presidente da Répública
Fátima Missionária de Fevereiro.
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Muito recentemente chegou-nos a casa um E-mail que começa por informar:
O Santo padroeiro de Lisboa pode vir a abençoar casais de lésbicas e gays. Ao que o Sapo apurou junto da Câmara de Lisboa, numa próxima edição dos casamentos de Stº António, também os casais homossexuais se poderão candidatar à bênção do santo popular.
Este E-mail termina, então, assim:
Porém, ainda que a demora do procecesso legislativo impeçam as candidaturas de casais homossexuais já este ano, uma coisa é certa: em 2011, gays e lésbicas vão procurar a bênção de S. António.
"Ao ler o texto senti uma inspiração divina e rápida de S. António para desabafar o seu sentimento como
transmissora da sua digna palavra":
Sou, sim, o Santo António, mas não quero
Abençoar as lésbicas e gays.
Não façam desta “moda” um exagero
E espavento dos homossexuais.
Provocação não gosto pelo Clero,
E não façam já disso rituais,
Que para ser-vos já muito sincero,
Não poderão ter nome de casais.
Inda faltava esta, eu, Santo António
Que livra toda a gente do demónio,
Abençoar as lésbicas e gays…
Vão ver ao Dicionário, sim, depois
Já ficam a saber quem são os dois
A quem pertence o nome de casais.
C.B.S

A pouco e pouco se vão/ Valores enriquecidos,
Reverência, educação/ São hoje a recordação
De requisitos perdidos...
Era um viver mais perfeito/De um povo ligado e crente,
Onde havia amor no peito,/Tendo por norma o respeito
E a moral conveniente.
Convívio familiar.../ Quase deixou de existir;
Hoje há velhos a cismarem,/Criancinhas a chorarem
Sem vontade de sorrir.
E tanto filho exigente /Que do pai não sente dó!
Fora, sim, homem valente/Que estando, agora, doente,
Tristemente... vive só.
Mundo cheio de aversões,/De vícios e desmazelos;
Violências, opressões/E tão indignas acções
A serem tristes modelos...
Se as almas puderem ver/Como a vida agora é,
Hão-de, por força, dizer/ Há muita gente a sofrer
Porque o Mundo não tem Fé!...
Pensamentos
O verdadeiro artista luta pela sua arte até ao fim dos anos. C.B.S
Não exijas dos outros qualidades que ainda não possuis.- Francisco Cândido Xavier.
Glória é tanto mais tardia quanto mais duradoura há de ser, porque todo o fruto delicioso amadurece lentamente. Arthur Schopenhauer.
As Aldeias são "monumentos" antigos com imagens de santos nas Capelinhas a abençoarem o povoado. Pena é que vão perdendo a sua animação e até os seus valores morais, tão preciosos para exemplo da juventude actual. Que tristeza vermos tantas Escolas fechadas e a abrirem Lares para "armazenar" os velhinhos.- C.B.S.
QUEM DERA, MÃE, LOCOMOTIVA


1902-1998
18 de Janeiro de 2010
Minha mãe, recebe hoje esta missiva
Com flores das que tinha no quintal;
Hortenses muito azuis, cor ideal
Do tão bonito Céu que nos cativa!
Ai, quem me dera, mãe, locomotiva
Que me levasse a ti pelo Astral
Pra matar a Saudade fraternal
Que me domina e torna menos viva!
Será que tu me vês, quando estou triste
A meditar no dia que partiste
E me levaste a alma para Deus?
Mais um ano passou de escuridão,
E se me bate ainda o coração,
Eu já não sou daqui, mas lá dos Céus!
====================================
(Do livro Cartas para o Céu)
As cartas que te escrevo, minha mãe,
São tristes, muito tristes e saudosas.
Que Deus queira, mal cheguem ao Além,
Perfumá-las quais fossem lindas rosas!
Desejo que no Céu te encontres bem,
Rodeada p'las almas mais bondosas;
E que esperes por mim, porque também
Anseio pela Paz de que já gozas.
Nas cartas vão abraços e carinhos;
E dá, por mim, lembranças e beijinhos
Ao Augusto e à Graça, que aí estão.
E em cada, num Amor sem ter medida,
Te envio, sem saudades desta vida,
Um pouco do meu triste Coração!
Clarisse Barata Sanches 
Um dia quando eu for simples poeira
Em vez deste riacho sem ter foz,
Ninguém deve passar à minha beira
Com lágrimas nos olhos...ou na voz!
ANÍBAL NOBRE
GLOSA
Hás – de pisar-me e toda a pequenada...
Que o tempo transformou em cinza e nada!...
Um dia quando eu for pequena areia
"E em vez deste riacho sem ter foz"
A musicar poemas para nós!
Depois, não me conhecem: sou da Beira;
E por que não revelo a identidade:
"Ninguém deve passar à minha beira"
A Alma vive... nunca estamos sós...
Mas ela não quer ver-te, ó meu “irmão,
“Com lágrimas nos olhos... ou na voz!”
Clarisse Barata Sanches – Góis – Portugal
No tempo que passa, sou Pátria esquecida…
Meus filhos “travessos” já não se dão bem.
Mas tenho-os na alma assaz combalida
E vejo-me triste como um “Zé”-ninguém!
Se eles não se abraçam eu caio do trem,
Guiado à deriva, na Terra perdida…
Não gosto que vivam alguns ao desdém
E tantos felizes, contentes da vida!
Fui grande e famoso nas eras de antanho
E dono de um mundo que agora não tenho,
Vivendo de défices, iníquos e danos.
Ouro às toneladas guardei, mas, agora,
Se barbas não tenho pra dar de penhora…
Que vai ser da gente, nos próximos anos?!
Ao ligar hoje a Rádio Renascença, acabava António Sala de entrevistar Medina Carreira. Pelo pouco que ouvi dos políticos, e Governantes de hoje, apenas admira Luís Amado, Ministro dos Negócios Estrangeiros. António Sala perguntou se não havia mais quem admirasse e ele disse: de mais não sei… Para o momento difícil que se atravessa, Medina Carreira aludiu também, que só entraria num Governo de Salvação Nacional.
Curiosa, por saber mais de Medina Carreira, fui à Internet e copiei apenas este pequeno texto que deixo em baixo, por achar interessante. Tenciono voltar lá para mais me informar dos esclarecimentos deste senhor, que achei inteligentes. Quem estiver interessado em saber, muito mais, também, poderá consultar e até comentar no Google.: “Medina Carreira globe”.
C.B.S.
======================
"Henrique Medina Carreira (Bissau, 14 de Janeiro de 1931) é um ilustre fiscalista e político português.
Bacharel
No plano político, exerceu o cargo de Subsecretário de Estado do Orçamento, durante o VI Governo Provisório (1975-1976), o qual deixou de exercer para assumir, logo de seguida, as funções de Ministro das Finanças do I Governo Constitucional (1976-1978) que teve Mário Soares como Primeiro Ministro. Em 1978 abandona o Partido Socialista, por divergências quanto à política económica adoptada pelo partido no poder.
Nos últimos anos tem sido um grande crítico das finanças públicas portuguesas relativamente ao endividamento e despesa pública e à actual carga fiscal portuguesa. Também tem criticado a situação actual da educação, justiça e inexistência de políticas contra a corrupção. Referindo-se à dívida externa portuguesa Medina Carreira afirma que "nos últimos 10 anos a dívida portuguesa têm aumentado diariamente 48 milhões de euros". (Fonte: Wikipédia Da Internet.

No princípio do mundo a Bíblia diz
Que Deus criou Adão e o Paraíso;
Porém, Adão, sozinho, era infeliz
E o Criador sentiu aquele aviso.
Maria José G. Pinheiro
(Poetisa Algarvia, já saudosa)
(
GLOSA
“No princípio do mundo a Bíblia diz”
Que Adão foi escolhido para ser
A génese da vida e ser feliz
Num mundo que Deus quis lhe oferecer.
E foi com esta ideia luminosa
“Que Deus criou Adão e o Paraíso”
Todavia, Ele achou-a infrutuosa
Ao ver que algo mais era preciso.
O Criador pensou: não me impedis
A evolução da Terra e o seu viver.
“Porém, Adão sozinho era infeliz,”
Logo Deus lhe deu Eva por mulher.
E deu-lha certamente ao meditar
Que tinha de ser nisto mais conciso,
Pra que a Terra pudesse procriar,
E o Criador sentiu aquele aviso.
C.B.S.
" Após Deus ter criado o mundo com todos os seres vivos, criou o homem à sua imagem: macho e fêmea e Deus os abençoou e disse: frutificai e multiplicai-vos e enchei a Terra e sujeitai-a.
E forma o Senhor Deus o homem do pó da terra e soprou em seus narizes o fôlego da vida: e o homem foi feito alma vivente.
Então o Senhor Deus fez cair um sono pesado sobre Adão, e este adormeceu e tomou uma das suas costelas., e cerrou a carne em seu lugar.
E da costela, que o Senhor Deus tomou do homem, formou uma mulher, e trouxe-a a Adão.
E disse a Adão: esta é agora osso dos meus ossos, e carne da minha carne: esta será chamada varoa, porquanto do varão foi tomada. Portanto, deixará o varão o seu pai e a sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma só carne."
»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»
Está aqui bem explícito o que Deus ordenou que se fizesse para continuação da espécie humana.
Todos os dias a Televisão nos mostra duas mulheres de véu branco a sorrirem-se como uma provocação às palavras Benditas do Criador da Humanidade. Isto ainda não é o fim do mundo, mas creiam que é o princípio das dores, como está escrito nos Evangelhos. Se o povo português lesse com mais frequência os ensinamentos de Jesus, não surgiriam agora estes descalabros e exigências deste contra-senso que tanto emociona e envergonha os verdadeiros Cristãos.
C.B.S

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