Sábado, 21 de Novembro de 2009
PASSEI0S DE ESTADO

                

Por Tiago Craveiro (publicado no jornal: “A ORDEM” do Porto em 19/11/2009)

 

O Parlamento português decidiu que os deputados não podem levar as respectivas mulheres e maridos ou qualquer outro acompanhante em deslocações oficiais pagas pelo Estado.

Fantástico!

Parece uma medida de enorme transparência, mas dá vontade de chorar que tenha sido aprovada apenas no século XX1 e com o país em absoluta bancarrota.

Ou seja, ainda há meia dúzia de dias era possível, em Portugal, país democrático  integrado na União Europeia, que um deputado do mais recôndito lugar de Portugal trocasse o seu direito de viajar em primeira classe num avião por dois bilhetes em classe executiva para ele e para a mulher, por exemplo.

Vilanagem pura e dura. Além do mais a imensa maioria dos aviões não tem primeira classe mas apenas classe executiva pelo que se está mesmo a ver o que andou a acontecer, com a conivência do Estado, durante anos a fio.

Eu, cidadão, em nome da transparência, acho que tenho o direito de saber quais foram os senhores deputados que andaram a viajar com a família à minha custa pelo menos nos últimos dois anos (onde a crise (foi mais notória). E que apesar de isso ser legal, o facto dava-me motivos de sobra para nunca mais votar em parlamentares que o tivessem feito, simplesmente porque não partilham da moralidade com que entendo que um deputado deve exercer o seu cargo.

Talvez seja tempo de os partidos também se entenderem quanto ao número de deputados. Que moral tem o Estado para cortar funcionários públicos em todo o lado e manter o Parlamento com 230 Deputados? Claro que a medida exige o acordo de PS e PSD que, está fácil de ver, como são os que mais lugares ocupam no hemiciclo, dificilmente farão isso pela Pátria. 

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Efectivamente tem muita razão o distinto articulista,  Tiago Craveiro, acima indicado, em criticar a medida de se ter andado a esbanjar fundos do Estado para passeios de senhoras e senhores, sabendo-se que os pobres reformados mal têm para  socorro da sua débil saúde. C.B.S.

 

Vejam todos como o défice cavalga... sem rei nem roque…

A notícia é do Jornal de Negócios (Online)

 

Défice do Estado dispara 138% em 10 meses 

20 Nov O Governo anunciou hoje que o défice do sub-sector Estado mais que duplicou nos primeiros 10 meses do ano, atingindo 11,67 mil milhões de euros. Um acréscimo superior a 6,7 mil milhões de euros que o Ministério das Finanças justifica com a queda das receitas, já que "os gastos continuam controlados". 

 

20 Nov Estado cobra menos 4,28 mil milhões de euros em receitas fiscais...

 

                                                              

                                       MOTE

                           A ninguém faltava o pão,

                     Se este dever se cumprisse:

                      - Ganharmos em relação

                     Com o que se produzisse.

 

                             António Aleixo

 

 

   GLOSA (Mundo Ideal)

 

"A ninguém faltava o pão”

Tão necessário na mesa,

Se houvesse moderação

Na ganância da  riqueza...

 

E era mais alegre a vida,

“Se este dever se cumprisse:”

Não se esbanjar na medida,

Que qualquer um possuísse.

 

                              Para melhor precisão,

                              Seria visto a contento:

                              “Ganharmos em relação”

                              Com o nosso merecimento.”

 

                              Seria um mundo ideal

                              E o pobre talvez sorrisse,

                              Recebermos cada qual,

                              “Com o que se produzisse.”

 C.B.S.  

 

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publicado por canticosdabeira às 10:16
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Quinta-feira, 19 de Novembro de 2009
AMADO FILHO

  

 

 

                                    ESCUTA-ME:

 

 

                               Banco de Imagem - pai,  abraçando,filho. fotosearch- busca de fotos,imagens e clipart

 

                            AMADO FILHO:

 

Quando um dia, mais velho, filho meu,

Se eu deixar, para o chão, cair comida

E se, o apertar das botas, me esqueceu,

Sê paciente… neste fim da vida.

 

                     Lembra, também, as horas que passei

                     Quando querias vir falar comigo.

                     A mesma história, vezes te contei

                     Para te adormecer, ser teu amigo.

 

Se ao pé de ti eu tenha que fazer

Minhas necessidades, sem a pia,

Pra controlar-me, então, e não poder,

Não me censures nada… nesse dia.

 

                     Recorda, muitas vezes, que também

                     Eu te troquei a roupa, paciente,

                     Para te deixar sempre a cheirar bem,

                     A fim de te ajudar, é evidente.

 

 

 

Não me chames inútil e ignorante

Por não saber usar Computador,

E nem nunca me tornes por farsante,

Bem basta a minha mágoa, a minha dor.

 

                     Pensa que muita coisa te ensinei

                     E ajudei-te a comer e a vestir;

                     Com muito sacrifício te criei,

                     Num dever que gostava de cumprir.

 

Quando falarmos, se algo me esquecer

Tem paciência, ajuda-me a lembrar;

Pode ser importante eu entender

Que me dás atenção no conversar.

 

                     Se alguma vez eu não poder comer,

                     Insiste, mas sem nunca me afligir.

                     Não terei dentes fortes, tens de crer,

                     E pode custar muito o engolir.

 

Quando as pernas falharem, por cansar,

E perder o equilíbrio, no destino,

Tu dá-me a tua mão pra me apoiar

Tal como fiz, quando eras pequenino!

 

                     Não ralhes se eu disser: quero morrer

                     Por me sentir um pouco abandonado;

                     Pode ser muito duro assim viver,

                     Sem poder caminhar bem a teu lado.

 

Eu sempre quis pra ti o melhor bem,

Um mundo radioso e mais florido.

A sorte deu-te um pai e uma mãe

Que te traziam sempre no sentido.

 

               Não fiques triste, quando eu for embora,

               Não tenhas dó, mas dá-me o coração,

               Até que chegue a minha certa hora…

               Trata-me com amor e gratidão!

 

C.B.S.



publicado por canticosdabeira às 15:04
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Sábado, 14 de Novembro de 2009
ASAS DE LUAR

 

 

AO PREZADO AMIGO E DISTINTO POETA PAULO ILHARCO,

AGRADECENDO-LHE O SEU PRECIOSO LIVRO DE POEMAS

 

"ASAS", COM TODO O MEU APREÇO E  MUITOS PARABÉNS:

 

                                              00000000000000000000000000 

 

                      

Amigo, onde achou rimas para tantos

Poemas que já li e com prazer?

Gostei das suas "ASAS" e dos “cantos”

Nem sei quais os mais lindos que escolher;

Só que vinham envoltos dos seus prantos

E me senti, por isso, estremecer…

Quem canta assim é qual um passarinho

Que enleva como o Sol ao pé do ninho!

 

 

Quem dera ter a sua inspiração

E umas "Asas" de luz para voar...

Penas eu tenho sim, em turbilhão,

Por eu não saber bem interpretar

Elegias que vem do coração…

E que ninguém as sabe consolar.

Ando no mundo à volta de mim mesma,

Por não ter sido Páscoa, mas Quaresma!

 

 

                      Se a vida não foi esta que sonhou

                      E se agarra a uma infância tão querida,

                      Memórias de família que gravou,

                      A Musa nem por isso foi perdida.

                      A Estátua ainda está, do seu avô,

                      Mas sem flores, por falha cometida.

                      Jamais esqueça, não, suas raízes,

                      São elas que nos fazem mais felizes.

 

   

                      Bem-haja Amigo Paulo, siga em frente

                      Que as "ASAS" vão levá-lo são e forte;

                      Quando chegar ao Céu vem, certamente,

                      Um Anjo que não quer vê-lo sem norte

                      Porque na Terra faz, é evidente,

                      Um Parnaso de versos por suporte,

                      Todos feitos num estro cor de arminho,

                      Mas sem “rosas vermelhas” no caminho!...

 

C.B.S.



publicado por canticosdabeira às 15:48
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Sexta-feira, 13 de Novembro de 2009
PELO SÃO MARTINHO

                                    

 

 

                                  

                                                    CASTANHAS E VINHO

 

 

 É hoje, sim, Amigo Humberto Pinho,

 O dia, agora, certo em que nasceu.

 Foi a treze, no mês de São Martinho

 Que algo da sua capa, ao pobre deu.

 

  Não é dia aziago, não senhor,

  Foi este, sim, por Deus o escolhido

  Para nascer na Terra um Escritor

  Que não passa, a quem lê, despercebido…

  

 

               Mês que tem um “Verão”, certo carinho,

             De castanhas assadas e de vinho,

               Convívios de alegria e de saúde.

 

 

               Parabéns, meu Amigo, Deus o queira

             Que a vida seja longa e mensageira…

               Para espalhar na Terra mais virtude.

 

Clarisse Barata Sanches

 

Góis, 13 de Novembro de 2009                 

 

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                                         A  ARTE

 

                              A arte é força imanente

                              Não se ensina, não se aprende;

                              Não se compra, não se vende,

                              Nasce e morre com a gente

 

                                         António Aleixo

                Glosa

Para o prezado Amigo Jorge Vicente, digno Director do jornal Fri-luso, a residir na Suiça,com muito apreço e admiração pela sua arte de formatação. Como vê, não posso legar-lhe a arte e nem pode legar-me a sua...

..

 

“A arte é força imanente”

Dentro de nós investida

Que, quando se gere e sente,

Sobreleva a própria Vida.

 

 

Este dom maravilhoso,

“Não se ensina, não se aprende;

Vem lá do Céu, meritoso,

E a nossa alma transcende.

 

 

                                 Nenhuma arte depende

                                 De ser rico, ou  sem vintém...

                                 “Não se compra, não se vende,"

                                 Nem se transmite a ninguém.

 

 

                                Mesmo até que se adquira

                                Do sangue dum ascendente,

                                A arte ninguém a tira,

                                “Nasce e morre com a gente.”

C.B.S.

 



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Segunda-feira, 9 de Novembro de 2009
MODERNICES

 

                         NOVA LINGUA PORTUGUESA

 

POEMA LÍRICO PREMIADO  COM MENÇÃO HONROSA NOS XXIX JOGOS FLORAIS DO ALGARVE -  RACAL -SILVES. 2009

 

 

Desde que os Americanos

                                 Começaram a chamar

Aos pretos, já há alguns anos,

                                 Os “afro-americanos,

Nova língua anda a reinar.

 

Às criadas de servir

                            Que haviam dantes também,

Eu vos posso garantir,

                            E sem estar a mentir,

Que as conheci muito bem.

 

Depois passaram a ser

                            ”Domésticas empregadas”,

Para, então, lhes suceder

                            Outro que vos vou dizer

Como, agora, são chamadas.

 

De”apoio auxiliares

                            Doméstico” que as cativa.

Contínuos foram aos ares…

                            Estão agora, se os chamares,

Em Acção Educativa.

 

Quem andava por aí

                           A vender medicação,

São hoje, como eu já vi,

                           “Delegados, presumi,

De Médica-Informação”.

 

Ao aborto, diz-se, então,

                           E sem vergonha, talvez,

E nenhuma comoção…

                           Que é a interrupção

Voluntária da gravidez!

 

Hoje a qualquer operário

                           E que seja servidor,

Recebendo o seu salário,

                           Mesmo em serviço “ordinário”,

É um colaborador.

 

Fábricas, por dentro são

                           Unidades produtivas,

Mas na estranja, perspectivas

                           “Nacionais, estimativas

E Centros de decisão”.

 

Quem pouco sabia ler,

                           Analfabetismo seria

Para melhor se entender.

                           Hoje é mais chique dizer

Que é “iliteracia”.

 

Pra não dizer “mãe-solteira”

                           Como a Ágata, é natural:

Fala-se doutra maneira

                           “Família” e a cantadeira

Dirá: “Mono parental”.

 

Crianças na rua ao vento…

                           Naquele seu modo esquivo,

Mesmo tendo pouco tento,

                           Diz-se assim: “Comportamento

Disfuncional, hiperactivo”.

 

Alunos cábulas não há,

                           Se não são de gesto amável

E na Escola ao Deus dará…

                           Não estudando diz-se já:

“Desenvolvimento instável”.

 

Cegos, pra não se dizer,

                           Chamam-lhes invisual.

Incorrecto deve ser,

                           Não há outro nome a ter

Em modo gramatical.

 

Às prostitutas da rua,

                           Para que menos consterne

Andarem à luz da lua

                           Numa vida triste e nua,

São as senhoras de alterne.

 

Aos gangs étnicos, agora,

                           Que andam na rua ao desdém…

Sem lar, sem vida e à nora,

                           Chamam-lhes a toda a hora.

“Grupo de jovens” também.

 

Nas classes pra viajar,

                           De comboio há outra política…

Para ninguém se agastar

                           E até se envergonhar

Há o Conforto” e Turística”.

 

 Aos caixeiros viajantes

                          Com amostras de fazendas

E bugigangas bastantes,

                          Daquelas que havia dantes,

São já técnicos de vendas”.

 

Muito mais há que falar

                          De “modernice”, ora essa!

Se quiser mais se informar,

                          Entre, até em qualquer Bar,

Ou puxe pela cabeça!

 

C.B.S.



publicado por canticosdabeira às 12:53
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Sábado, 7 de Novembro de 2009
O QUE SE DIZ SOBRE UM REFERENDO DE ACTO MODERNO

 

Referendo à legalização do casamento gay ganha apoios

Filomena Fontes

Público, 20091104

 

No programa do Governo a fórmula pode ser vaga, mas ainda assim não deixa margens para dúvidas. O executivo de José Sócrates quer "eliminar as barreiras jurídicas para o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo", ou seja, legalizar os casamentos gays, e as movimentações em defesa de um referendo ganham novos apoios. Ontem, José Ribeiro e Castro, ex-líder do CDS-PP, veio defender publicamente a consulta popular.

 

"Sou contra [a legalização de casamentos entre pessoas do mesmo sexo] e penso que é uma questão que não tem prioridade política, mas participarei nesse debate e penso que não é possível ao Governo e ao PS avançarem para uma alteração jurídica sem ouvir os portugueses", declarou o deputado, citado pela agência noticiosa Lusa. Considera ainda Ribeiro e Castro que o facto de o PS não ter ganho com maioria absoluta viu diminuída a sua "legitimidade" para avançar com a proposta.

 

Também ontem, o porta-voz dos socialistas católicos, Cláudio Anaia, desafiou José Sócrates a "ter coragem pessoal e política" para marcar um referendo. "Trata-se, como a questão do aborto, de uma questão de consciência transversal aos eleitores dos vários partidos políticos", argumenta. Numa nota tornada pública, dizem mesmo que "seria inadmissível que uma opção tão relevante fosse tomada em função de estratégias políticas ou modas ideológicas e contra o sentir da maioria do povo, como o vêm revelando várias sondagens".

 

Confluindo com esta posição, uma plataforma de 40 associações, parte das quais se envolveu activamente no combate à legalização da interrupção voluntária da gravidez, está já no terreno para lançar uma petição pública. "Estamos a tratar já da formulação da pergunta e dentro de duas semanas deverão ser divulgados os nomes dos mandatários dos movimento", adiantou ao PÚBLICO António Pinheiro Torres, que se destacou no combate à legalização do aborto. Já na próxima quarta-feira será realizado em Lisboa um debate, com professores de Direito, sobre o tema do referendo e da Constituição.

 

Para Pinheiro Torres, o compromisso de legalização dos casamentos gay vertido agora no programa do Governo, aliado aos projectos já entregues na Assembleia da República pelo BE e pelo PEV, não põe em causa a realização de um referendo. "A democracia está sempre a tempo", contrapõe. De resto, entende que o tema não foi suficientemente debatido na campanha eleitoral e por isso "a Assembleia da República não está mandatada" para tomar decisões. E porque se trata de "uma questão civilizacional, a voz deve ser devolvida ao povo", defende.

 

Afixada por papinto às Quarta-feira, Novembro 04, 2009  

 
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  COMO ELE NINGUÉM SABE DISCURSAR...

 

 

Se o Sócrates não arde em boa fama

Porque o mundo não tem ninguém perfeito,

Ele quer já casar dama com dama…

E os homens com os homens, por defeito.

 

 

“Isto será o princípio das dores”

Como diz o Evangelho de Jesus.

Rumores de guerras, perda de valores,

O sol a escurecer, não dará luz!

 

  

              Mas não se negue a Sócrates o aval

              De dar sempre Esperança a Portugal

              Nem que o déficit se vá acentuar…

 

 

             É que nosso “Ministro tão Primeiro”

             Tem um método seu, de criadeiro…

             - Como ele ninguém sabe discursar...

 

Quanto aos tão falados "casamentos" há quem alvitre dar-lhe este nome: "União Civil registada" Sim, esta forma já se ajeita melhor. Mas poderia ser apenas "União Civil" para  ficarem com o titulo melhor de o pronunciarem. Aberrações da Natureza, difíceis de corrigir e de conformar a outra sociedade.

C.B.S.



publicado por canticosdabeira às 11:59
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Sábado, 31 de Outubro de 2009
A MINHA HOMENAGEM AO SR. FROf. DOUTOR JOÃO DE CASTRO NUNES

 

 

                        MAIS LINDA DO QUE NUNCA

 

 

                    Hoje sonhei, amor, que tu voltaste

                    mais linda do que nunca, adolescente,

                    e que devagarinho me beijaste

                    para eu não acordar subitamente.

 

                                    João de Castro Nunes

 

 

 

                  orkut e hi5, Corações, pomba da paz, flores, coração, coração para orkut           

 

                                                      GLOSA

 

Ai, como tantas vezes acontece

desde aquele momento que voaste

e que te elevo a Deus na minha Prece:

"Hoje sonhei, amor, que tu voltaste."

 

 

Ao ver-te em forma de Anjo, ao pé de mim,

eu não quis deespertar, de tão contente,

porque te complava num jardim,

"mais linda do que nunca, adolescente."

 

 

                                      Estrela radiosa! Mas chorei

                               maravilhado porque me encantaste,

                               de coração pulsante, como sei...

                               " e que devagarinho me beijaste."

 

 

                              Trazias uma rosa deslumbrante,

                              mas, apenas sorrias docemente;

                              tudo fizeste, Amor, naquele instante,

                              "para eu não acordar subitamente ."

 

C.B.S.

Trabalho glosa lido por mim no dia 31 de Outubro de 2009,quando da justa Homenagem ao Senhor Professor Doutor João de Castro Nunes, iniciativa de O Movimento dos Cidadãos por Góis e de um grupo de Amigos, de colaboração com a ADIBER e Câmara Municipal de Góis, que foi representada pela sua Presidente.

A sessão de homenagem reaqlizada no anfiteatro da Adiber, foi muito participada por senhores Prof. Doutores, vindos das suas terras e também Goienses que admiram o Senhor Professor João de Castro Nunes, uma referência muito importante que está ligado a Góis por vários motivos, entre os quais a arqueologia e pelo seu casamento realizado um dia na capelinha do Castelo. Um grande Poeta que muito admiro e aqui deixo os meus parabéns e votos de boa saúde.

C.B.S.



publicado por canticosdabeira às 14:36
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Quinta-feira, 29 de Outubro de 2009
FINADOS

 

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Finados!... Triste dia da Saudade!

Dia que mais recorda o mundo etéreo,

Em romagem de amor e piedade

Vão as almas florir o cemitério.

 

Junto às campas, há preces de ansiedade,

Brilham velas num ar que é tão funéreo;

Entes que foram para a Eternidade,

Se lembram neste campo de mistério.

 

                          Ninguem neste recinto será forte,

                          Todos verão aqui o seu final!

                          Cinzas, pó, eis um dia a nossa sorte.

 

                          NO lúgubre silèncio sepulcral

                          Tudo findou, é certo, com a morte,

                          Mas a alma será sempre imortal!

 

C.B.S.

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                                   CIDADE  ADORMECIDA

 

 

Numa tarde de Outubro pardacento,

Tudo parecia quieto,

Menos o meu pensamento.

Estava só, num campo selecto

E em triste recolhimento.

Era um cemitério, exactamente.

Entre alas jazigos e capelas,

Havia campas rasas tão singelas!

Elevando a Deus uma oração,

Eu pensei:

Como também, aqui, há distinção!

                 Nesse silêncio profundo

E através de mármores e pó

Examinei com dó

Legendas, retratos e flores

De um velho mundo…

Envolvida de mistério,

Saí do cemitério

Meditando

Naquela doce paz celestial!

Ali jazia, sim,

Uma cidade adormecida,

Em verdadeira justiça social:

Todos usufruíam, assim,

Duma tranquilidade igual!

 C.B.S.



publicado por canticosdabeira às 13:05
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À SOMBRA DO CASTANHEIRO

 

        DO JORNAL O AMIGO DO POVO de 25 de Outubro de 2009

  

Diálogo do Tio Ambrósio com o Carlos do Cabeço 

 

                               orkut e hi5, Animais, pombos, bicho, gifs de passarinhos, glitter de passaros para orkut

 

- O Tio Ambrósio já viu o desaforo que vai no nosso Parlamento em Lisboa?

- Ainda mal aqueceram o lugar e já andam de candeias às avessas? Começam cedo, Carlos!

- E sobretudo não começam por onde deviam começar! Os reais problemas das pessoas, sobretudo dos mais pobres e indefesos, como sejam o desemprego, o acesso a meios de saúde, com médicos de família para todos e medicamentos acessíveis para os que têm maiores dificuldades económicas, como são os reformados.

- E não foi por aí que começaram??

- Ora essa, Tio Ambrósio. A lei mais importante e mais urgente deste país é aquilo a que eles indevidamente chamam de casamentos entre pessoas do mesmo sexo. Homens com homens e mulheres com mulheres, que isto tem que ser uma democracia liberal e não apenas uma democracia tolerante. Por este andar eu ainda vou ver legalizadaa as uniões entre familiares próximos, como aliás já aconteceu em outros momentos da história que, no meu entender, são momentos para esquecer.

- Tu já sabes o que eu penso sobre esse assunto, Carlos! E até me custa voltar a falar nele, porque me dá uma volta ao meu entendimento, de tal modo que fico a imaginar-me na idade da pedra lascada.

- Pois não vai demorar muito tempo, Tio Ambrósio! Que eles, os nossos eleitos deputados, até já se puseram à bulha para verem qual o primeiro partido a apresentar a proposta de tão iníqua lei! Todos querem ter a honra ( eu chamar-lhe-ia precisamente o contrário) de passarem à história como os pais da mais aberrante das leis que imaginar se possa.

- Há gostos para tudo, Carlos! E o que eu te repito agora, é aquilo que já tenho dito muitas vezes, sempre que abordamos assuntos desta natureza. A civilização ocidental está a caminhar para a sua própria auto-destruição. Com efeito, uma civilização que não assuma como valores tudo aquilo que decorre do direito natural, ou seja das leis fundadas na própria natureza das coisas... uma civilização assim não pode deixar de ter os dias contados. O nosso povo, com aquela sabedoria acumulada por sucessiva geração, diz que conforme fizeres a cama assim te deitarás nela.

- Mas é uma pena que as coisas se passem assim! Não é, Tio Ambrósio?

- Estamos a entrar no campo do absurdo, Carlos! Infelizmente, a mente humana entrou em autêntico desnorte. É como um barco sem leme, sem bússula e mesmo sem velas nem remos. Perdido no alto mar, só uma estrela salvadora o pode orientar para uma baía onde possa ancorar ou para um porto onde possa refazer os seus instrumentos de navegação.

- Com isso, o Tio Ambrósio quer dizer que ainda nos assiste alguma esperança.

- Essa é sempre a última a perder-se, Carlos! E a verdade é que é possível que, uma vez chegada ao fundo do poço, a civilização ocidental resolva olhar para cima, que é o único lugar de onde lhe pode vir alguma clareira de luz.

- Vamos então ter esperança!

- Claro, Carlos! Mas, entretanto, temos que engolir muitos sapos vivos!

- E exercer o nosso direito à indignação,  Tio Ambrósio!

- À indignação e à revolta, Carlos! Eu, embora já velho e cansado pelo peso dos anos e pelas agruras da vida, enquanto me restar uma centelha de lucidez hei-se continuar a exercer o meu direito de me revoltar contra todas as leis indignas do homem. Das leis que oprimem os homens, sobre tudo os mais indefesos, e sobretudo das leis que vão contra a dignidade da pessoas humana. E essa lei que querem fazer passar no Parlamento é contra a dignidade do ser humano, que foi criado homem e mulher.

- E é contra a dignidade da família, Tio Ambrósio!

- Claro, Carlos! A dignidade da família decorre da dignidade das pessoas que a constituem!

- Há, no entanto, quem argumente que não pudemos esquecer os casos concretos, de pessoas do mesmo sexo que vivem juntas...

- Contra factos não há argumentos, Carlos! E essas pessoas também têm a sua dignidade e os seus direitos. Só que não podemos confundir as coisas, de modo a colocarmos todos os casos no mesmo saco. Se dois homens ou duas mulheres querem conviver, habitar sob o mesmo tecto, ter os seus bens em comum... pois seja! Que haja uma lei que regule esse tipo de união. Mas, por amor de Deus! Que não se chame a isso casamento, que não se chame a isso família! Dê-se-lhe outro nome. Que vão ao grego buscar uma palavra nova que queira dizer tudo em comum...

- Aí está uma ideia interessante! Ainda hei-de perguntar ao doutor Gonçalo, que dizem que sabe muito de grego, como é que se podia chegar a uma palavra portuguesa com raiz dessa língua antiga, de onde vem uma boa parte das palavras que hoje usamos.

- Ou isso, ou qualquer outra coisa! Uma designação nova, uma palavra inventada, seja o que for! Mas que se não use nem a palavra casamento, nem matrimónio, nem família! Para realidades diferentes, designações diferentes! Haja, ao menos, esse pudor!

- O Tio Ambrósio fala bem! Mas será que para eles a palavra pudor significa o mesmo que para nós? Será que eles sabem o que é ter vergonha na cara?

- Sei lá, Carlos.



publicado por canticosdabeira às 11:38
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Terça-feira, 27 de Outubro de 2009
PRENDA SAUDOSA

 

                        

 

 

Antes de adormecer, já noite fora,

Porque somos do mundo passageiros,

Recordo os meus Amigos verdadeiros,

Que me esperam no Céu, a qualquer hora.

 

 

Revivo os que inda tenho, como escora…

Viúva dos meus sonhos, meus Janeiros!

“Flores” já não as tenho nos canteiros,

Ninguém que me decore a vida, agora!

 

 

                      Depois, acordo cedo e a pensar

                      Que se foram as noites de luar…

                      Para escrever poemas cor-de-rosa!

 

 

                      Por que a Vida tão pouco me acarinha,

                      Nem tenho a casa cheia… como tinha,

                      Eu chamo à inspiração: prenda saudosa!

 

C.B.S.

 ===============================================

 

                               TEMPOS MODERNOS

 

 

         A Dona Cortesia era casada;

         O marido chamava-se Respeito.

         O filho era Gentil, a filha Dada,

         No tempo em que isto andava mais direito...

 

         Não se usava mesada ou semanada:

         Honrava-se a velhice com mais preito.

         Por todos era ela acarinhada

         E não havia, não, tanto suspeito…

 

         Família, agora, é só tu cá, tu lá…

        O professor ninguém o cumprimenta;

        Aprende-se o Inglês… É o que há.

 

        Respeito, Cortesia, Educação

        Por mal de tanta “dor”, se não alenta,

        Descoram a bandeira da Nação!

 

C.B.S.



publicado por canticosdabeira às 11:41
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Clarisse Barata Sanches
12 Livros Publicados:

Primeiro livro
Cantei ao Céu e à Terra
1983
(Poesias)

Segundo livro
Gracita Flor da Saudade
1985
(Poesias e Memórias)

Terceiro livro
Luz no Presépio
1985
(Poesias)

Quarto livro
Quadras do Meu Outono
1989
(Poesias)

Quinto livro
Hinos da Tarde
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Sexto livro
Arca de Lembranças
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Sétimo livro
Cartas para o Céu
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(Poesias)

Oitavo livro
Góis e Seus Poetas
1999
(Poesias (Antologia)

Nono livro
Góis e Seus Poetas
2000
(Poesias (Antologia)

Décimo livro
Murmúrios do Ceira
2002
(Contos e Narrativas)

Décimo Primeiro livro
Sonhos da Alma
2004
(Sonetos)

Décimo Segundo livro
Rosários de Amor
2008
(Poesias)

Prosa e Poesia (Pesquisa)
 

De Clarisse Barata Sanches

Rosários de Amor

Dedicatória:
Aos “Rosários de Amor”


Boa amiga Clarisse,
Converti-me aos seus Amores.
São lindos os versos-flores!
Chorei... Queria eu que visse...

Não sei que “frio” me toma,
Ao ler tamanha beleza...
Não é frio, concerteza,
É o amor que me assoma.

Beijadas por andorinhas,
Se fazem as suas linhas,
Com glória, honra em flor.

Solta-se o “Grito de Paz”,
E ninguém mais o desfaz
Nos ”Rosários de Amor”.

Rosa Silva (“Azoriana”)
Angra do Heroísmo
2008/04/07

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