Quarta-feira, 25 de Janeiro de 2012
GUILHERME DE ALMEIDA

                                            N Ó S                    

FICO. DEIXAS-ME VELHO. MOÇA E BELA,

PARTES. ESTES GERÂNIOS ENCARNADOS

QUE NA JANELA VIVEM DEBRUÇADOS,

VÃO MORRER DEBRUÇADOS NA JANELA.

 

          

  GUILHERME DE ALMEIDA

 Poeta nascido em Campinas – S. Paulo-Br.

              1890 - 1969

 

                                   GLOSA

FICO.DEIXAS-ME VELHO.MOÇA E BELA,

tu vais.Mas meu Amor, já,se afervora…

perdeu a sua graça, sim, “donzela”,

tu diz-me só: que faço, eu, agora?

 

 

Para que fique só na escuridão,

PARTES. ESTES GERÂNIOS ENCARNADOS,

choram comigo, sabes? A paixão

também lhes mina a alma,sem cuidados.

 

 

São os gerânios loucos, desvairados

e que, também, os estimavas tanto,

QUE NA JANELA VIVEM DEBRUÇADOS,

aguardando que voltes, por encanto!

 

 

Se não vens, nada há, já, que me afoite:

um velho que ninguém, agora, zela,

e os gerânios, tão tristes como a noite,

VÃO MORRER DEBRUÇADOS NA JANELA.

 

 ...................

Ao Prezado Amigo e distinto Poeta Rena Leite Pontes,

por me ter dado a conhecer,no seu blogue “ Cânticos do

 Acre”, o  soneto:NÓS de Guilherme de Almeida para que

 eu glosasse a primeira quadra.

 

 Clarisse Barata Sanches                                                    



publicado por canticosdabeira às 10:16
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Quarta-feira, 18 de Janeiro de 2012
M Ã E P R E C I O S A

 

           A B R A Ç O S  N O  C É U

 

        Mãe P

 

     

Quando chega Janeiro, oh, minha mãe,

Parece que me estala o coração…

A lembrar-me do dia, a escuridão

Que me cercava, já, sem ver “ninguém”!

 

Eu sei que tinhas de ir, a inscrição

Já estava marcada no Além;

Mas eu gostava de ir aí num trem

Para saudarmos Deus numa ovação!

 

Eu faria a poesia e, tu, a dita

A entoavas na tua voz bonita

Que os Anjos, a correr,vinham num passo.

 

E mostravas-me o Nando, nesse dia…

O Augusto e também Graça Maria:

Mas, que lindo seria o nosso abraço!

 C.B.S.



publicado por canticosdabeira às 11:02
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Sábado, 14 de Janeiro de 2012
O nosso triste adeus!

 

 


Prosa e Poesia (Índice):

publicado por canticosdabeira às 21:25
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Sexta-feira, 6 de Janeiro de 2012
S A U D A D E

 

         

 

Saudade é sida que se pega à gente
por mais que não se queira ou que se faça:
não se pode evitar ficar doente
por ser o mal maior da nossa raça.

 

           João de Castro Nunes

 

                          GLOSA

 

SAUDADE É SIDA QUE SE PEGA À GENTE

um mal muito difícil de sarar,

por vezes um minuto de contente,

reverte em uma hora de chorar!...

 

É peste que entra em nós e de momento

POR MAIS QUE SE NÃO QUEIRA OU QUE SE FAÇA:

talvez revele algum contentamento,

mas quem a tem, a toma por desgraça!

 

Significa a Saudade o que se sente

por uma  triste ausência, em vivo anseio:

NÃO SE PODE EVITAR FICAR DOENTE

nem devolvê-la, assim, pelo correio...

 

Ai, quantas vezes entra no miolo

e ninguém sabe quanto nos abraça

nas horas de dormir, sem um consolo…

POR SER O MAL MAIOR DA NOSSA RAÇA.

 

Aproveito para expressar ao Senhor Prof. Doutor Joao  de Castro Nunes os meus sinceros parabéns pelo distinto blogue que possui na Internet. Do seu lindo soneto, Saudade, extraí da primeira quadra uma glosa que espero esteja a gosto do meu Excelentíssimo Amigo.

 

Clarisse B- Sanches



publicado por canticosdabeira às 19:50
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SE CAMÕES VOLTASSE, BEM TRISTE, DIRIA:

                              EU RASGO MEUS VERSOS...

 

 

 

   Que lindo que era ver as caravelas

   A irem nas ondas revoltas no mar!

   A força, a coragem levavam com elas

   E o sonho dum mundo por descortinar!...

 

   Caminho de bravos, de céu a estrelar,

   O seu Portugal conduziam nas velas,

   Em tom branco - rubro num mastro a brilhar,

   E dentro da alma tão puras donzelas!...

 

   A Índia, o Brasil iam já na memória

   E a cruz do Senhor para ser uma glória

   Na Fé, na Virtude e no seu ideal…

 

   Camões se voltasse, bem triste, diria:

   - Eu rasgo meus versos, porque a poesia

   Não quer que se viva sem trato moral!...

 

   C.B.S.



publicado por canticosdabeira às 08:48
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Segunda-feira, 2 de Janeiro de 2012
QUE DEUS TE AJUDE NESTE DESAFIO

 

                                     2012

 

 VÊ SE CONSEGUES ERGUER

             PORTUGAL!

 

              

 

   Oh, dois mil e doze tem pena da gente!
   Não deixes que afunde o barco, à deriva…

   Que Deus te encaminhe numa expectativa,

   Bem antes que chegue o treze, subsequente…

 

 

   Incita as pessoas, poupando o crescente…

   Pra ver se o Governo prova a tentativa

   De ver se consegue, de maneira altiva,

   Pôr contas em dia em melhor ambiente....

 

 

   Depois, o emprego, imitando a Alemanha,

   Trabalho pra todos, fazer a campanha

   De erguer Portugal com virtude e com brio…

 

 

   Enquanto não surge, vai pensando nisto…

   Tu faz que as ideias te venham de Cristo

   E te ajude muito neste desafio!...

 

   Clarisse B. Sanches



publicado por canticosdabeira às 15:48
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Domingo, 1 de Janeiro de 2012
POEMA ESCRITO NA VINDA DO EURO ( 2002)

 

NA CHEGADA DO EURO JÁ SE PREVIAM SAUDADES DO ESCUDO

 

   

 

                                   (Janeiro de 2002)

  No tempo da Monarquia

  Eram os réis o tesouro.

  Nota de mil réis valia

  Para comprar moradia

  E até moedas em ouro!

 

                          Quatrocentos um cruzado,

                      Brilhavam no coração

                      Que o homem, aperaltado,

                      Trazia no bolso, ao lado,

                      E a mulher no seu cordão.

 

Depois surgiu o Escudo

Que agora finda a missão.

Mal dividido o “telhudo”

Ia mais para o “graúdo,”

Deixando alguns sem tostão.

 

                         Vem o Euro e passa então”

                     Desde agora a circular

                     E a fazer-nos confusão.

                     Virá ainda a inflação

                     Que ninguém pode travar.

 

É o Euro mais bendito

Do que o Escudo? Não vou crer.

Coitado do franganito…

E porque Deus deixou dito:

- Pobres, sempre, haveis de ter!

 

 C.B.S.      



publicado por canticosdabeira às 13:04
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Sábado, 31 de Dezembro de 2011
UM ANO DE PAZ , AMOR E SAÚDE PARA TODOS

 

    Ano 2012    

               

  

         



publicado por canticosdabeira às 17:41
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Sexta-feira, 23 de Dezembro de 2011
CAVALHEIRISMO

  MINHA SENHORA: POR FAVOR, UMA ROSA ?!

 

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     Falar que já não há cavalheirismo,

     Ou que pouco se enxerga nesta era,

     Porém, o seu donaire e brilhantismo,

     Já não é tradição, mas inda opera…

 

      Naquela Educação e moralismo

     Que, por passarem anos, não se altera,

     Protegido de brio e de humanismo,

     Dentro da sua alma, persevera.

 

     Poderia domar-se num lar pobre,

      Pois um rapaz de raça digno e nobre,

     Jamais seria rude e lisonjeiro…

 

     A juventude de hoje, mal formada

     Na discoteca, até de madrugada,

        Sim, será raro ver um cavalheiro!...

       C.B.S.

 

                           Malu



publicado por canticosdabeira às 10:05
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Quinta-feira, 22 de Dezembro de 2011
CÂNTICOS DA BEIRA DESEJA A TODO MUNDO

                                                                                  

 



publicado por canticosdabeira às 09:14
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Prosa e Poesia (Meus Livros)


Clarisse Barata Sanches
12 Livros Publicados:

Primeiro livro
Cantei ao Céu e à Terra
1983
(Poesias)

Segundo livro
Gracita Flor da Saudade
1985
(Poesias e Memórias)

Terceiro livro
Luz no Presépio
1985
(Poesias)

Quarto livro
Quadras do Meu Outono
1989
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Quinto livro
Hinos da Tarde
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Sexto livro
Arca de Lembranças
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(Memórias)

Sétimo livro
Cartas para o Céu
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Oitavo livro
Góis e Seus Poetas
1999
(Poesias (Antologia)

Nono livro
Góis e Seus Poetas
2000
(Poesias (Antologia)

Décimo livro
Murmúrios do Ceira
2002
(Contos e Narrativas)

Décimo Primeiro livro
Sonhos da Alma
2004
(Sonetos)

Décimo Segundo livro
Rosários de Amor
2008
(Poesias)

Prosa e Poesia (Pesquisa)
 

De Clarisse Barata Sanches

Rosários de Amor

Dedicatória:
Aos “Rosários de Amor”


Boa amiga Clarisse,
Converti-me aos seus Amores.
São lindos os versos-flores!
Chorei... Queria eu que visse...

Não sei que “frio” me toma,
Ao ler tamanha beleza...
Não é frio, concerteza,
É o amor que me assoma.

Beijadas por andorinhas,
Se fazem as suas linhas,
Com glória, honra em flor.

Solta-se o “Grito de Paz”,
E ninguém mais o desfaz
Nos ”Rosários de Amor”.

Rosa Silva (“Azoriana”)
Angra do Heroísmo
2008/04/07

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